Após condenação, fãs de Bolsonaro xingam e assediam Maria do Rosário pelo WhatsApp

Em sua conta do Twitter, deputada federal disse que militantes conseguem seu número na Câmara e depois usam aplicativo para ofendê-la

Fãs de Bolsonaram usam WhatsApp da deputada para xingá-la | Foto: Reprodução Twitter

Depois de o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ter sido condenado a indenizar a colega de Câmara dos Deputados Maria do Rosário (PT-RS), a deputada denunciou, em seu Twitter, que vem sendo bombardeada por apoiadores de Bolsonaro no seu WhatsApp.

Algumas das mensagens compartilhadas por ela mostram que eleitores do deputado a adicionaram, por exemplo, em um grupo de suporte à candidatura dele para a eleição para a Presidência da República em 2018. Depois disso, começaram a ofendê-la com termos como “Maria de merda”, “filha da puta”, “bandida”, “comunista de merda”, “traidora da nação”.

“Informo que mais uma vez grupos criminosos de apoio ao deputado hoje condenado descobrem na Câmara meu número e usam whats para agressões sem limites”, twittou ela.

Condenação

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou na tarde desta terça-feira (15/8), por unanimidade, a condenação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) a indenizar a também deputada Maria do Rosário (PT) por danos morais.

A condenação é referente a ofensas de 2014,  quando Bolsonaro atacou a ex-ministra de Direitos Humanos no plenário da Câmara por um discurso minutos antes em que a deputada defendeu a comissão da verdade e investigações dos crimes da ditadura militar.

“Não saia não, Maria do Rosário. Fique Aí. Você me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que não te estuprava porque você não merece. Fique aqui para ouvir”, disse, à época.

Esta foi a segunda vez que o parlamentar fez o mesmo discurso contra a deputada. Em 2003, também na Câmara Federal, Bolsonaro disse: “Jamais ia estuprar você, porque não merece”. Episódio foi filmado pelo canal “Rede TV!”, que entrevistava a deputada no momento dos ataques. O deputado federal ainda empurrou a deputada e a chamou de vagabunda.

Bolsonaro ainda pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal de notícias “G1”, o parlamentar já adiantou que assim o fará.

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