Após casos de corrupção, vereadora diz que vai acompanhar de perto caso do Imas

Dra. Cristina vem acompanhando o instituto desde o começo de incongruências na relação com os servidores

A vereadora Dra. Cristina (PSDB) disse ao Jornal Opção que tem acompanhado a situação do Instituto de Assistência a Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) com os servidores, mas não imaginava os casos de corrupção emergidos na manhã desta quinta, 21, com a prisão do presidente Sebastião Peixoto, em operação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).

Diante disso, ela afirma que pretende se concentrar na situação do instituto na Câmara Municipal de Goiânia. “Meu trabalho com o Imas foi muito forte em relação ao pagamento dos profissionais e com esse novo fato, temos que apurar se houve algum erro administrativo e acompanhar o MP-GO nas investigações”, afirma.

Não há, no entanto, possibilidade de instalação de Comissão Especial de Inquérito (CEI), porque já se tem as três previstas definidas na Casa, mas Cristina afirma que tudo será acompanhado pelos vereadores. Segundo ela, a situação do instituto piorou muito desde o início da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB). “Ficou ruim tanto para quem presta serviço, quanto para os funcionários públicos”, sublinha.

Em sessão na manhã desta quinta, 21, nada se comentou sobre o caso. Cristina, que não estava presente, disse que o silêncio pode ter sido em solidariedade ao vereador Wellington Peixoto (MDB), filho de Sebastião, que também tem seu nome envolvido nas denúncias, com a possibilidade de sua campanha ter sido bancada com dinheiro proveniente dos desvios do Imas.

Histórico

Já em dezembro, o Imas foi centro de uma polêmica, quando uma resolução publicada pelo presidente descumpria um acordo definido em reunião do  Conselho de Assistência à Saúde e Social dos Trabalhadores do Município (Conas). Antes, os trabalhadores da Educação e da Saúde, que tinham dois contratos na Prefeitura, tinham desconto duplicado. Com a resolução acordada no Conas, o desconto se daria apenas em um dos contratos, permanecendo a contribuição do mais antigo. Além disso, a decisão estabelecia que contratos temporários da Educação também teriam direito ao plano de saúde do IMAS.

Nada disso constava no texto, e os servidores repudiaram o ato. O presidente e a Prefeitura, após muito estresse, voltaram atrás e republicaram a resolução, com os pontos anteriormente negociados. Peixoto chegou a dizer que tudo não havia passado de um erro na redação e culpou os representantes sindicais.

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