Após caminhar com PT em 2014 e 2018, Pros deve optar pela neutralidade nas eleições presidenciais

A sigla, que já caminhou com os candidatos petistas, Dilma Rousseff, em 2014, e Fernando Haddad, em 2018, enfrenta um processo de judicialização e conta com um grupo que apoia a neutralidade

Com um histórico de apoio ao candidato do PT nas últimas duas eleições presidenciais (2014 e 2018), o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) deve optar pela neutralidade no primeiro turno das próximas eleições presidenciais. Isso também aconteceu no ano da fundação da sigla, em 2010, quando o partido não foi às urnas. Ainda assim o presidente da sigla, Eurípedes Júnior, está confiante no processo eleitoral e diz que não tem conversado sobre federações partidárias. 

O partido nasceu no Estado e conta, até o momento, com o goiano na direção nacional da sigla. Ele deve apostar na independência no primeiro turno, diferente do que aconteceu nas últimas duas eleições gerais, para “sair maior do que entrou” nestas eleições. O partido deve entrar nas urnas com dez deputados federais e três senadores no Congresso Nacional, entre eles o ex-presidente Fernando Collor de Mello (Pros-AL), que é pré-candidato à reeleição.  O intuito da sigla, que enfrenta um projeto de judicialização entre dois grupos, o de Eurípedes Júnior e do grupo de Marcus Holanda, é aumentar a representatividade.

De acordo com o presidente “de fato”, a sigla quer crescer, tanto no Estado, quanto nas outras Unidades da Federação, onde a legenda trabalha para montar uma chapa (de deputado federal e deputado estadual) em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. “Com certeza, o Pros sairá desta eleição maior do que entrou”, diz o presidente, que enfrenta um processo de destituição da direção da sigla, mas está confiante na manutenção na presidência, como adiantado pelo Jornal Opção. O grupo de Marcus Holanda, que é representado pelo vice-presidente de uma Comissão Provisória, Amauri Pinho, no entanto, conversa com outras siglas. Recebeu convites tanto de Bolsonaristas, quanto de Lulistas e não tem nenhuma definição até o momento.  

Sem muita perspectiva 

Em Goiás, a sigla não fez nenhuma coligação nas eleições de 2018 e tirou 191 mil votos. Elegeu três deputados estaduais, Rubens Marques, Cairo Salim e Sérgio Bravo. O último foi eleito como primeiro suplente da sigla. Assumiu o posto em 2019, após a cassação do deputado Vinícius Cirqueira. Oficialmente, sem as coligações nas eleições municipais, a sigla não fez nenhum vereador na Câmara Municipal de Goiânia e não fez nenhum prefeito no Estado. O partido, no entanto, fez 44 vereadores entre os 246 municípios do Estado. Caiu 49%. Antes tinha 93 cadeiras, inclusive duas na capital goianiense: Vinícius Cirqueira, que foi para a Alego, posteriormente, e Tiãozinho Porto, que deixou a sigla rumo ao MDB. 

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