Após briga, relatório da reforma Trabalhista é dado como lido e encaminha votação

Relatório chegou a ser entregue, mas a sessão foi suspensa após discussão sem que leitura fosse efetivamente feita

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em audiência pública sobre a Reforma Trabalhista |
Foto: Alessandro Dantas

Após um intenso bate-boca e muito nervosismo, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado desistiu de retomar a reunião em que estava prevista a leitura do relatório sobre o projeto de lei da reforma trabalhista. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) deu como lido o relatório e marcou a votação da reforma na comissão para a próxima terça-feira (30/5).

Antes, contudo, Jereissati tentou reabrir a sessão da comissão para a leitura do relatório após 50 minutos de interrupção, mas foi impedido pelos senadores de oposição. Exaltados, os senadores que se posicionavam contra a reforma puxaram o microfone do presidente – um deles chegou a ficar avariado – e colocaram as mãos sobre a mesa, impedindo a continuidade dos trabalhos. Depois de muito bate-boca, o presidente desistiu de reabrir a sessão e os governistas seguiram para o plenário, onde discursaram se queixando do impedimento para o presidente da Casa, Eunício Oliveira.

Com a continuidade do tumulto, Jereissati suspendeu a reunião, mas a tensão prosseguiu no ambiente. Senadores da base aliada e de oposição gritavam e erguiam os dedos uns contra os outros. Manifestantes que acompanhavam a reunião gritavam palavras de ordem dentro do plenário da CAE e a segurança começou a esvaziar a audiência, inclusive com a retirada da imprensa.

Posteriormente, já após a desistência da retomada dos trabalhos, os senadores da base aliada se queixaram que houve tentativa de agressão por parte dos oposicionistas, que não aceitaram a derrota pelo voto. “Não podendo ganhar no voto, senadores e senadores quiseram ganhar no braço, no grito”, disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). “Aqui só existe uma arma: a palavra. O que se viu foi a tentativa de impedir o funcionamento físico, por agressões físicas, por agressões verbais”, completou.

 

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