Após briga, Goiás é punido com dois jogos de portões fechados e multa de R$ 50 mil

Ação de torcedores no clássico contra o Vila Nova, pela Série B do Campeonato Brasileiro, causou desordem, confusão e arremesso de objetos no campo

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) julgou nessa sexta-feira (18/5) o Goiás Esporte Clube pela ação de torcedores no clássico contra o Vila Nova, pela Série B do Campeonato Brasileiro, no último dia 5. Pelas desordens, confusões e arremesso de objetos no campo do Serra Dourada, o clube foi punido com multa de R$ 50 mil e dois jogos com portões fechados. Ainda cabe recurso da decisão.

Na denúncia, constam as infrações cometidas pelo clube goiano por deixar de manter o local indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização, além de deixar de prevenir e reprimir desordens e lançamento de objetos.

A Procuradoria destacou ainda que, no caso da organizada Força Jovem Goiás, nem mesmo o estabelecimento de partidas com torcida única se mostrou eficaz para a contenção da violência durante a disputa de clássicos. Por isso, a liminar pedia o afastamento da organizada identificada e das demais para impedi-las de frequentarem os jogos do Goiás em competições organizadas pela CBF e o não repasse dos 10% da carga de ingressos do Goiás como visitante.

O procurador Rafael Mocarzel defendeu o pedido de punição apresentado pela Procuradoria em denúncia. “O jogo do Goiás, a pedido do Ministério Público, foi feito com torcida única. O clássico entre Vila Nova e Goiás tem um histórico enorme de confusão. O histórico do clube no artigo 213 é estarrecedor. Mas em relação a confusão, mesmo com torcida única não teve condições de conter a desordem que sempre ocorre. Não faz sentido um policial ir a paisana para tentar conter desordem. Os próprios policiais não vão armados e usam cacetetes. A arma mostra uma falta de fiscalização. O policial armado não poderia entrar com a camisa do Goiás e tentar conter. A Procuradoria pede que as penas sejam condizentes com a gravidade dos fatos”, disse.

O advogado do Goiás, João Vicente, explicou a presença do policial com a camisa do Goiás e armado no jogo.” Fica claro na prova de vídeo e no relatório da PM que o torcedor é um policial a paisana. Ele tem o direito de entrar nos espaços armados, estádio, cinema, boate. O torcedor se identifica como tal e nem passa pela revista da Polícia Militarl. Ele nada mais fez do que tentar contribuir para a organização da confusão que ocorria naquele momento. Vale lembrar que o Presidente do STJD não interditou o estádio e sim afastou a organizada identificada”, revelou.

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