Justiça Federal determina retenção do passaporte de Carlos Wizard

O empresário, lobista da cloroquina e suspeito de integrar um gabinete paralelo no governo Jair Bolsonaro, deixou o Brasil no dia 30 de março rumo à Cidade do México

A Justiça Federal em Campinas (SP) autorizou na tarde desta sexta-feira, 18, a retenção do passaporte do empresário Carlos Wizard, que deveria depor à CPI da Pandemia na última quinta, 17, mas não compareceu ao Senado Federal. A entrega deve ser feita assim que ele voltar ao Brasil.

Aos membros da CPI, o empresário alegou que estaria acompanhando um tratamento de saúde de um parente, mas não entrou em mais detalhes sobre o caso. Wizard é apontado como um dos supostos integrantes do “gabinete paralelo” que aconselhava Jair Bolsonaro a defender medidas ineficazes no combate à pandemia. O empresário chegou a pedir para ser ouvido de forma remota, mas a CPI rejeitou essa possibilidade.

Na decisão, a juíza da 1ª Vara Federal de Campinas, Marcia Souza e Silva de Oliveira determinou inicialmente que a Polícia Federal que adotasse providências cabíveis para que Wizard fosse conduzido coercitivamente para depor no Senado, a pedido do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). No entanto, a polícia relatou à juíza que não encontrou o empresário nos endereços fornecidos pela colegiado da Comissão Parlamentar de Inquérito.

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