O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e a Prefeitura de Goiânia participaram nesta segunda-feira, 13, de uma audiência de conciliação sobre a greve dos servidores administrativos da Educação do município.

A audiência foi conduzida pelo desembargador Fernando Braga Viggiano, e ocorreu na 3ª Câmara Cível, na sede do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Setor Oeste, em Goiânia. Com início às 10h30, a audiência de conciliação teve duração de mais de 3h.

De acordo com a presidente do Sintego e deputada estadual, Bia de Lima (PT-GO), a prefeitura ainda está relutante em enviar o projeto do plano de carreira à Câmara Municipal, mas concordou em sentar com o Sintego novamente no dia 12 com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), e dia 13 em outra audiência de conciliação com o desembargador Fernando Braga Viggiano.

Em nota, a Prefeitura de Goiânia revelou que houve avanço no diálogo e que vai pagar a data-base em dezembro. O Executivo disse ainda que propôs o pagamento do auxílio locomoção e prometeu estudar a viabilidade e impacto do plano de carreira. [Veja nota na íntegra ao final do texto]

Agora, o Sintego fará uma nova assembleia nesta terça-feira, 14, para apresentar as novas propostas da prefeitura e definir se encerra ou não a greve.

“Em relação ao plano de cargos e salários, iniciará a partir da próxima quarta-feira os impactos que a prefeitura analisará na folha e apresentarem a demanda a respeito desse plano, e a já no dia 13 de dezembro iniciaria as discussões com base na proposta do sindicato e também o que o município vai apresentar. Mas, o fundamental é que, na assembleia os servidores possam entender que há a disponibilidade do município e também reconhecer o trabalho deles, mas que de imediato no dia 16 eles possam voltar e evitar prejuízos na carga horária”, afirmou o desembargador.

Greve na Educação

Pelo menos 120 unidades escolares e Centros Municipais de Educação Infantil em Goiânia, de um total de 400, estão enfrentando interrupções nos serviços devido à greve dos servidores administrativos da Educação. É importante destacar que os professores não aderiram à paralisação, o que significa que os serviços nesses locais estão operando de forma limitada.

Um dos serviços mais afetados pela greve é o de limpeza, já que a maioria dos auxiliares da Prefeitura de Goiânia aderiu à paralisação, resultando na falta de higiene nos ambientes escolares.

A categoria pede o reajuste de 6% no pagamento da data-base de 2023, um novo plano de carreira e a equiparação no auxílio locomoção, que hoje é de R$ 300 e os profissionais pedem que seja de R$ 600, o mesmo valor para professores.

Nota da Prefeitura de Goiânia na íntegra:

“A Prefeitura de Goiânia informa que, durante o encontro desta segunda-feira (13/11), foi possível avançar no diálogo com os representantes dos servidores administrativos da educação e a categoria comprometeu-se em realizar nova assembleia na terça-feira (14/11).

Destaca que foi apresentado que a prefeitura realizará o pagamento da data-base em dezembro. Também foi proposto o pagamento do auxílio locomoção e a gestão afirmou que fará estudo de viabilidade e impacto do plano de carreira para apresentação de proposta.”

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