Após atrito, Alysson Lima afasta título de “independente” e se declara oposição a Iris

Depois de votar contra a reforma da previdência, vereador diz que há outras formas de manter o equilíbrio financeiro do município sem penalizar servidores

Vereador Alysson Lima (PRB) | Foto: Reprodução

Depois da polêmica envolvendo a aprovação, em primeira votação, do projeto de Lei de reestruturação do Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM) na última quinta-feira (5), o vereador Alysson Lima (PRB), que se posicionou de forma contrária, afastou o título de “independente” e se declarou ao Jornal Opção como oposição à prefeitura.

“Desde que eu entrei aqui [Câmara Municipal] me considerei independente, mas devido ao meu trabalho muita gente me enquadrou na posição de oposição, cheguei a receber uma carta de repúdio da prefeitura pelo meu comportamento em fiscalizar postos de saúde. E, embora eu não tivesse vinculo com a oposição, não foi através dela que me elegi e nem através da base”, disse Alysson.

De acordo com o vereador, agora, diante dos “últimos episódios” e agora votando contra a reforma da Previdência, a escolha de se tornar oposição foi irremediável. “Quero trabalhar como alguém da oposição ao prefeito aqui dentro da câmara”, afirmou.

Ainda sobre a apreciação do projeto do IPSM, Alysson avalia que o Paço tem usado pressão muito grande pra tentar empurrar a reforma. “Eles [a prefeitura] usam os artifícios, usando vereadores da base para conseguirem o que querem”, analisou Alysson.

O parlamentar disse, ainda, saber que Goiânia possui um grande problema administrativo, mas que não adianta tentar equalizar esse déficit em cima da previdência ou do contribuinte.

“Não é justo colocar as contas da prefeitura em dia penalizando o professor, o educador, os servidores em geral, aí sou contra. Existem outras formas de buscar o equilíbrio financeiro como, por exemplo, cortar a gastança que a prefeitura faz de forma ineficiente, já que são milhares de cargos nomeados, que podem ser cortados, além da economia nas repartições publicas”, concluiu Alysson.

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