Após ato com Bolsonaro, Exército optará por uma dentre três soluções para Pazuello. Veja quais

Para vice-presidente, Hamilton Mourão, solução mais atenuante seria ex-ministro optar por reservar

Ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello em trio elétrico com Bolsonaro | Foto: Reprodução

Segundo o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), manifestações político-partidárias são proibidas. De acordo com o vice-presidente, Hamilton Mourão, em entrevista no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, 24, a solução mais leve para o ex-ministro da Saúde e general da ativa, Eduardo Pazuello, seria reservar. O ex-ministro de Bolsonaro deverá ser notificado para se explicar.

Caso opte pela saída espontânea, Pazuello, oficial-general de 3 estrelas e que integra o corpo de intendentes, não pode receber quatro estrelas. Para se livrar de uma punição e, já que não almeja promoção, pode pedir para sair da ativa. Se o general não se dispor a ser reservista, e se a turma mais jovem que ele completar os pré-requisitos, Pazuello poderá fazer a reserva forçada. Caso ocorra, como o ex-ministro é oficial-general três estrelas e não pode continuar na Força com uma turma mais nova à sua frente, com quatro estrelas, ele seria automaticamente reservado.

Caso decida por continuar na ativa, Pazuello poderá receber advertência e, em caso extremo, ser preso, o que é improvável. O Exército, que havia elogiado a performance do general na CPI da Covid ficou decepcionado com a aparição do ex-ministro em manifestação ao lado do presidente Jair Bolsonaro, sem máscara, em trio elétrico e promovendo aglomeração.

O vice-presidente Hamilton Mourão ainda declarou que o general da ativa sabe que errou ao participar de ato. “O episódio será conduzido à luz do regulamento. “Eu já sei que o Pazuello entrou em contato com o comandante colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, disse. O regulamento disciplinar da Força determina que o comandante entregue uma ficha de apuração de transgressão para que o fato seja descrito. O ex-ministro da Saúde terá, então, 72 horas para se defender. Depois o comandante analisará os agravantes para indicar as punições, segundo explicou Mourão.

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