Agora o advogado do ex-senador, Pedro Paulo Medeiros, aguarda a conclusão de ação penal instaurada no TJGO por “absoluta ausência de provas”

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Em 2012, depois das investigações da Operação Monte Carlo, a PF constatou que Demóstenes Torres tinha ligação com Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo que ficou conhecido como “máfia dos caça-níqueis”

A defesa do ex-senador Demóstenes Torres solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada o arquivamento de ação penal em trâmite no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) contra o ex-democrata, que teria se beneficiado de favores de terceiros. Por conta da ação penal instaurada no TJGO, o ex-senador segue afastado cautelarmente do cargo de procurador de Justiça de Goiás. O advogado de Demóstenes, Pedro Paulo Medeiros, disse ao Jornal Opção Online nesta terça-feira (14/10) que aguarda o arquivamento da ação por “absoluta ausência de provas”.

Além disso, no dia 10 de setembro o Ministério Público de Goiás (MPGO) solicitou o arquivamento da investigação de lavagem de dinheiro contra Demóstenes. O documento, assinado pela subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos em substituição, Carmem Lúcia Santana de Freitas, e pelo procurador-geral de Justiça, Lauro Machado Nogueira, afirma que não foram encontrados indícios da “prática de crime de lavagem de capitais”.

Dessa forma, segundo a defesa, a cassação do então senador Demóstenes foi perseguição política. “Por essas comprovações, reiteramos e insistimos que a condenação do direito de ocupar o cargo foi perseguição, pois não houve desvio de conduta”, afirma Pedro Paulo Medeiros.

Junto com o pedido de arquivamento, o MPGO protocolou uma nova denúncia contra Demóstenes por contratar familiar de Carlinhos Cachoeira. A denúncia é um desdobramento das investigações provenientes das operações Vegas e Monte Carlo.

Agora, a defesa aguarda que Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) reconheça que “não houve a prática ilícita”.