Após 4h30, chega ao fim cirurgia de separação das gêmeas siamesas no Materno Infantil

Irmãs, que nasceram com 37 semanas de gestação, eram unidas pelo tórax e abdômen, compartilhando apenas o fígado

A cirurgia de separação das gêmeas siamesas nascidas nesta quarta-feira (22/8), no Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), chegou ao fim. Após 4h30 de procedimento, a separação das crianças foi realizada com êxito.

A primeira gêmea saiu da cirurgia às 13h20min e a segunda às 14h. Ambas foram encaminhadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde permanecerão internadas. Segundo boletim médico, o estado de saúde das meninas é gravíssimo e elas respiram com a ajuda de aparelhos.

A cirurgia foi feita de forma emergencial devido ao quadro de uma das gêmeas, que possui uma cardiopatia cianogênica grave. Cerca de 15 profissionais participaram da cirurgia, entre cirurgiões pediátricos, anestesistas, ortopedistas, médicos intensivistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões vasculares, pediatras, biomédicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e cardiologista, liderados pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil.

As irmãs, que nasceram com 37 semanas de gestação, eram unidas pelo tórax e abdômen, compartilhando apenas o fígado. Juntas, elas pesavam 4.785 quilogramas.

De acordo com o hospital, a mãe, Viviane de Menezes dos Santos, de 30 anos, vinda de Salvador (BA), segue internada na enfermaria da Clínica de Ginecologia e Obstetrícia do HMI. O estado de saúde dela é bom. Não há previsão de alta para a mãe assim como não há para as gêmeas.

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