Após três horas de depoimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou nesta terça-feira, 16, a sede da Polícia Federal, em Brasília. Bolsoanro foi intimado para falar sobre adulteração no cartão de vacinação dele, da filha Laura, do ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid e de outras pessoas próximas.

A Polícia Federal apura supostos crimes de inserção de dados falsos em sistema eletrônico. Caso comprovado a punição pode chegar até 12 anos de prisão, e associação criminosa, que, se confirmado, prevê pena de até três anos de reclusão.

Operação

Deflagrada no dia 3 de maio, a operação teve como um de seus alvos de mandado de busca e apreensão a residência de Bolsonaro. No mesmo dia, ao deixar a sede da PF em Brasília, o advogado de defesa de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, disse que o ele só iria falar após ter acesso aos autos da operação.

O advogado, porém, acrescentou que “o Brasil inteiro conhece a posição do presidente quanto a vacina”, e que “vacina é uma decisão de cunho pessoal”. “Cabe ao presidente e a cada um decidir se vai tomar vacina ou não, e a opinião do presidente quanto à vacinação é notória e o Brasil inteiro conhece”, afirmou no dia da operação.