Após 31 dias, termina greve dos bancários em Goiás

Funcionários retornam às atividades já nesta sexta-feira (7/10) em 17 Estados. Bancários da Caixa permanecem em greve no Rio de Janeiro, Pernambuco e em São Paulo

Funcionários da Caixa Econômica Federal permanecem de greve em três Estados | Foto: (Fernando Frazão/Agência Brasil

Funcionários da Caixa Econômica Federal permanecem de greve em três Estados | Foto: (Fernando Frazão/Agência Brasil

Os trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Brasil decidiram pelo fim da greve em assembleia na última quinta-feira (6/10), em capitais de 16 estados e voltam ao trabalho nesta sexta-feira (7/10) após 31 dias de greve.

Voltam às atividades os funcionários do Estados do Acre, Amapá, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Minas Gerais, Amazonas, Roraima, Rondônia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Alagoas, Pará, Ceará e no Distrito Federal. No entanto, os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a paralisação pelo menos no Rio de Janeiro e em Pernambuco e São Paulo.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na 11ª rodada de negociação, um acordo com validade de dois anos, no qual, em 2016 a categoria vai receber reajuste de 8% e abono de R$3.500; o vale-refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale-alimentação em 15%; em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

Os bancários conquistaram também o abono de todos os dias parados. A extensão da licença paternidade subirá para 20 dias e entrará na Convenção Coletiva de Trabalho, com validade a partir da definição do benefício fiscal pelo governo, informou o sindicato.

“Fizemos uma greve forte e vitoriosa. Em um ambiente de alta incerteza política e econômica e ataque aos direitos dos trabalhadores, a categoria garantiu ganho real em 2017 e, para este ano, manteve a valorização em itens importantes como vale-alimentação, refeição e auxilio creche”, disse Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Os trabalhadores reivindicavam no início da campanha salarial reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880).

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