Após 28 anos, hospital de Quirinópolis terá que pagar R$ 100 mil por deformar braço de bebê

De acordo com a avó, recém-nascida só foi entregue à família três dias após o parto, com sinais de queimaduras 

Passados 28 anos, um hospital de Quirinópolis, a 300 km de Goiânia, terá que indenizar em R$ 100 mil uma mulher de 28 anos. A condenação foi por danos morais e estéticos que teriam ocorrido quando foi realizado o parto, em dezembro de 1993. 

Isso, porque vítima conseguiu provar à Justiça que teve o braço direito deformado por possível erro médico, durante o parto. No entanto, a versão dos profissionais do Hospital Nossa Senhora D’Abadia é de que o bebê teria nascido com ferimento no braço, ao ter ficado enrolado no cordão umbilical. 

Nos autos, um médico consultado pela defesa da vítima avaliou no laudo que as cicatrizes foram produzidas, provavelmente, quando foi realizado o parto. “Possivelmente foi utilizado um bisturi elétrico que, acidentalmente, produziu uma faísca que, em contato com o álcool da assepsia, entrou em combustão”, cita trecho do depoimento. 

A avó da criança relatou ao juiz que, no dia do parto, não foi possível se aproximar da neta, que chorava muito. Segundo ela, a criança só foi entregue para os familiares três dias depois do nascimento, e já com marcas de queimaduras.

Na sequência, o bebê chegado a passar por tratamentos com curativos, que duraram muito tempo. Já adulta, a vítima também precisou realizar procedimentos estéticos. Como caráter indenizatório, os valores gastos pela paciente precisarão ser reembolsados pela unidade de saúde. No decorrer do processo, o hospital foi notificado a entregar documentação médica do parto, o que não ocorreu.

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