Após 2 anos, estamos no fim da pandemia, diz infectologista da Fiocruz

Pesquisador Julio Croda prevê avalia que os próximos meses serão marcados por eventuais repiques de casos, porém, com menor gravidade

Infectologista Julio Croda, da Fiocruz: “Ainda teremos repiques, mas menores” | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Na terça-feira, 12, o Brasil registrou a menor média móvel de mortes por Covid-19 em 90 dias. O país está há 12 dias com essa média abaixo de 200 óbitos, com indicadores que sinalizam também uma queda importante de casos da infecção.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda, que comandou importantes pesquisas sobre o cenário epidemiológico durante os mais de dois anos de crise sanitária provocada da Covid-19, bem como a resposta às vacinas, afirmou que a pandemia ainda não acabou, mas estamos próximos de ver esse cenário se concretizar.

Após mais de dois anos convivendo com o coronavírus, o Brasil volta a sentir novamente um senso de normalidade, com a queda da obrigatoriedade do uso de máscara e distanciamento social. Com o relaxamento das medidas e a queda de casos, muitos já acreditam que está chegando, enfim, o fim da pandemia.

“Ainda acontecem muitos óbitos em todo o mundo, a distribuição de vacinas permanece desigual, mas, mesmo com o surgimento de novas variantes, estamos caminhando para o fim da pandemia.”

A tendência de diminuição do número de mortes é observada globalmente. Nos últimos sete dias, foram registrados 21.480 óbitos em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2020, 6.190.349 pessoas morreram pelo coronavírus.

Na avaliação de Julio Croda, os próximos meses da pandemia serão marcados por eventuais repiques de casos. No entanto, isso ocorrerá com menor gravidade do que nas ondas anteriores. Para controlar de vez o vírus, ele pondera que é necessário apostar na imunização da população que ainda não teve acesso às injeções. “Temos de avançar com a vacinação de duas doses, principalmente na África, e a dose de reforço entre os mais vulneráveis“, diz.

* Com informações do portal Metrópoles.

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