Após 12 anos, Unilever abandona Goiás e volta para sul de Minas Gerais

Como prédio é alugado em Goiânia e governo mineiro ofereceu benefícios fiscais à multinacional britânica-neerlandesa, ela investirá R$ 127 mi em Pouso Alegre

Foto: reprodução

Depois de anunciarem nesta semana o investimento de R$ 127 milhões na expansão da fábrica em Pouso Alegre, Minas Gerais, diretores da multinacional Unilever, afirmaram que o grupo vai transferir para a cidade mineira toda a linha de produtos Hellmann’s e Arisco, que hoje fica em Goiânia.

O anúncio da expansão vai gerar 200 empregos diretos e 150 indiretos ao Estado, mas a perda de ofícios em Goiás não foi contabilizada nem divulgada. Já o governo mineiro ofereceu benefícios fiscais à multinacional britânica-neerlandesa, ela terá isenção de tributos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por cinco anos, do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e de taxas de fiscalização sobre as obras. As informações são do jornal Valor Econômico.

De acordo com o presidente da cadeia de suprimentos da Unilever, Renato Miatello, isso “faz parte da estratégia da empresa. Nós estamos centralizando tanto a produção como a distribuição em algumas áreas do Brasil. E um dos lugares escolhidos, pelas condições que a cidade oferece é exatamente aqui em Pouso Alegre”, afirmou.

Segundo ele, a escolha da localização foi considerado pela geografia, facilidade de acesso e proximidade com grandes centros consumidores, disponibilidade de energia e qualidade de mão de obra.

Retorno

A linha de maionese Hellmann’s deixou Pouso Alegre em 2006. Mas agora, 12 anos depois, os diretores da empresa reforçaram que o portfólio e a demanda de produtos da marca cresceu três vezes nesse período. A Unilever da cidade mineira desde os anos 1970.

Guerra fiscal

O tema “guerra fiscal” vem crescendo entre os governos e especialistas, depois que os benefícios fiscais e financeiros que têm sido concedidos de forma generaliza pelos Estados às grandes empresas e ultrapassado limites estabelecidos.

O retorno da Unilever goiana à Minas Gerais faz parte do assunto que, inclusive, possui um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O projeto de Convalidação dos Incentivos Fiscais prevê, dentre outros pontos, a revisão destes benefícios e o que eles têm produzido no Estado. 

A previsão é de que a proposta seja votada e sancionada ainda este ano. Mas o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogou o prazo da convalidação dos incentivos fiscais para 31 de julho 2019. O prazo anterior terminaria no próximo 28 de dezembro 2. Ou seja, os estados terão mais tempo para concluir esse processo relativo aos incentivos vigentes em agosto de 2017.

As possibilidades porém, são de apenas manter os incentivos como estão, ou reduzir o benefícios à essas empresas e indústrias que os recebem. Conceder mais descontos e vantagens está proibido.

Enquanto os Estados não reinstituem os benefícios, a realidade traz um confronto entre interesses econômicos de governos estaduais, os quais através de concessão de benefícios, que geralmente são via ICMS, buscam favorecer suas economias internas.

7 Comment threads
10 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
14 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

leonardo velasco

Vai tarde, leve toda poluição que afetou a vida dos moradores da região norte de Goiânia por décadas.

Ailton vieira

Concordo, poluiu demais, vá poluir em outro lugar.

RICARDO DIAS CALDEIRA

burro

Rondinelli Dantas

Sabe de nada, inocente. Mal sabem vocês, que o agente poluente ali vem da CARGIL, empresa dona do espaço alugado pela UNILEVER. Vamos continuar vendo, por muito tempo, “a feia fumaça que sobe apagando as estrelas”.

Kontes

Rondinelli Dantas, quem não sabe de nada é você inocente. Eu trabalhei na Unilever em 2003 e 2004. Muito antes da área ser da Cargil E a Unilever já poluía muito sim, a região norte de Goiânia. Na safra de tomates, era a pior fase. E quando havia visita pra fazer uma vistoria na qualidade da fabrica. Era um corre pra maquiar a área. Aprendam uma coisa. Empresas, principalmente as multinacionais. Não são empresas de caridade. Elas não estão ali para desenvolver a região. Estão ali simplesmente por causa do lucro. Do custo de produção mais baixo. Da menor fiscalização… Leia mais

Leandro

Hahahahahaha mais burro que você impossível. A Unilever pode até ter poluído, e muito me estranha você que trabalhou lá dentro falar de tudo isso e não sabe o que aconteceu depois da sua dispensa. Depois que a Unilever vendeu pra Cargill o mal cheiro fez foi piorar. E pra você que acha que com a Unilever tava ruim, não entenda que vai ficar ótimo, porque agora são 4 galpões vazios, e um monte de entulho no fundo da fabrica pra administrar além do mal cheiro hahahahahahahaha

Luan

Rlx que a Cargill ainda está aí para poluir com seu extrato de tomate.

Cesar

Começa bem o Caiado.

Cesar

Começou bem o Caiado.Logo serao outras com a capacidade de diálogo que tem nosso governador

Nilzete

Acorde amigo, ele nem assumiu ainda.

Manoel Carlos

Infelizmente vai embora.bom depois que dilui a antiga ariscos tirando milhares de emprego vão embora pena ótima empresas.

William

Ela sempre faz isso , fez em Vespasiano MG usando teria início dos impostos . Fechou a fábrica , vão fazer o mesmo em Pouso Alegre !

Rogério Rodrigues de Oliveira

Como goiano acho isso muito ruim,e como parte de um boicote, deveríamos nos abster de qualquer produto Unilever,tais como shampoos, maioneses, detergentes em pó, enfim toda linha Unilever ser banida do nosso cotidiano. Usaram e abusaram e agora se mandam. Que dá mais

Leandro

Ficou só pra acabar com a nossa Arisco. Da Arisco nao sobrou nada. Terceirizou o tempero e vai tercerizar mais um monte de coisa pra nao continuar com a marca… e vai embora, mas a catinga do Goiania 2 ainda vai continuar. A CARGILL ainda se mantem intacta com o processamento de tomates, só que agora com 4 galpoes vazios. Me pergunto se nao estão cuidando nem da catinga imagina de galpao vazio. Se cuida Goiás, porque mais empresas vao embora, inclusive as que estao montando nao vao nem operar… abre o olho povo!!

Rogério Inácio Cruvinel

Eles vivem atrás de benefícios, isso deveria ser proibido, vá lá na América do Norte ou outros países de primeiro mundo, benefícios nenhum, muito pelo contrário, só no Brasil que vivem fazendo graça, só sabem sugar

Macaco

Vão levar a maionese liza pra lá, vaí continuar mesma coisa kkk

Leandro

hahahahaha aí o povo vai ver o que é catinga! Tenho familiares que moram próximo da fabrica em Mairinque-SP, catinga de ovo podre e óleo ranço, coisa que a gente nao vê da Unilever em Goiânia, nem quando era Arisco.