Consolidar a estabilidade no número de casos e óbitos pela doença é necessário com nova medida, aponta especialista

O governo do Estado de Goiás publicou nota de recomendação que libera o uso de máscaras de proteção facial em locais abertos sem aglomerações, nos municípios que tenham a cobertura vacinal com esquema primário maior ou igual a 75% na população de 5 anos e mais. A decisão foi tomada através da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Apesar da flexibilização, o uso de máscaras de proteção individual deve continuar sendo incentivado para pessoas imunodeprimidas, com comorbidades de alto risco, pessoas não vacinadas e com sintomas de síndrome gripal, mesmo em locais abertos e sem aglomeração.

Em Goiás, 148 municípios atingiram o percentual estabelecido pelo Estado. Desta forma, cidades como Goiânia; Aparecida de Goiânia; Trindade; Senador Canedo; Itapaci; Jataí; Catalão; liberaram o uso das máscaras apenas em ambientes abertos e sem aglomeração.

Em contramão, alguns municípios também liberaram o uso de máscaras em ambientes fechados. Porém, uma estabilidade no número de casos e óbitos da doença é o que vai revelar os próximos passos. Novos dados a partir da liberação devem ser analisados antes de uma desobrigação total da medida, é o que alerta a professora e farmacologista Soraya Smaili. “Seria importante e cauteloso aguardar porque nós sabemos que está havendo aumento no número de casos novamente em alguns países, como na Coreia, na China, provavelmente a partir da Ômicron e de uma subvariante da Ômicron, e isso traz preocupação, porque novas ondas poderão acontecer aqui.”

Além disso, o uso de máscara também impede a transmissão, não só do coronavírus, mas também de outras doenças respiratórias. Sendo uma medida eficiente e barata, a farmacologista ressalta ainda que será difícil para as pessoas voltarem a usar máscara, se for necessário novamente. 

Crianças e idosos ainda são vulneráveis à doença, avalia Soraya. No momento, cerca de 35,32% do público de 5 a 11 anos estão com uma dose do imunizante contra a Covid. Já entre os idosos, o público mais atingido pela variante Ômicron, é necessário ter muito cuidado, pois foi neste grupo que foi registrado o maior número de óbitos. Isso porque além da imunossenescência tem também o fato deles terem sido os primeiros a serem vacinados, portanto, necessitam das doses de reforço. “Aqueles que receberam dose de reforço há mais de seis meses, são as pessoas que estão mais vulneráveis nesse momento, que não receberam um novo reforço ainda, portanto teríamos que aguardar e observar e cuidar por eles também”, avalia Soraya.

Atualmente, a taxa de letalidade do vírus é de 2,09% em Goiás. Quanto a vacina, um levantamento realizado pela SES-GO apurou que foram aplicadas 5.651.662 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Em relação à segunda dose e a dose única, foram vacinadas 4.893.523 pessoas, e 1.717.733 pessoas já receberam a dose de reforço. Doses aplicadas