Segundo a tucana Aava Santiago (PSDB), é evidente que os vereadores estão com problemas, mas que a “política é dinâmica”

Apesar da tramitação conturbada e os efeitos do novo Código Tributário em Goiânia, que foram questionados pela população, a vereadora Aava Santiago (PSDB) acredita que o desgaste causado pelo aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) na Câmara Municipal entre os vereadores da base do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), não deve atrapalhar os planos de quem irá se candidatar nas eleições de 2022. No entanto, enxerga que vereadores podem “estar com problemas”.

Aava, inclusive, relembra que no fim da legislatura passada, no ano de 2019, outro projeto polêmico também estava em pauta, o Plano Diretor de Goiânia (PDG), votado em primeira votação naquele ano e aprovado em fevereiro de 2022. Isso, porque parlamentares que votaram a favor da matéria ainda em 2019 tiveram resultados expressivos, como é o caso da ex-vereadora Dra. Cristina (PL), que como candidata à Prefeitura de Goiânia em 2020, contou com 18.280 votos. Já Sabrina Garcêz (PSD) foi reeleita com 5.891, a parlamentar 4ª mais votada da capital. Sabrina, inclusive, foi relatora das duas matérias neste ano, Código Tributário Municipal (CTM), responsável pela atualização do IPTU, e PDG.

Para a vereadora, o que definirá uma reeleição ou não, é o que está por vir. “A política é dinâmica. Com o tempo, há mudanças nas entregas [do trabalho legislativo] e no clima político, mas é evidente que os vereadores estão com problemas”, diz. Ela também destaca que o debate sobre o IPTU não deve ser direcionado a um ou outro político, mas para todo legislativo goianiense e que o papel fiscalizador do vereador nunca esteve tão necessário como agora.

“Eu acredito que os vereadores estão em uma situação muito difícil. Precisamos falar, enquanto poder legislativo, que essa não é uma discussão ‘fulanizada’. É uma discussão do parlamento”, afirma. Ao ser questionada sobre a relação entre vereadores e Paço, a parlamentar afirma “o Executivo está mandando mensagens contraditórias e dúbias, enquanto os vereadores estão amarrados de tal forma no Paço que não reagem”, destaca.

A tucana pontua que, apesar da dinamização política, a base eleitoral tem sido forte nas cobranças dos eleitos. “Eu pergunto: está valendo a pena permanecer na base desse prefeito? Está valendo a pena não conseguir andar de cabeça erguida? Tudo isso está compensando o que vocês têm ganhado na base? Todas as sinalizações que o prefeito deu, ele descumpriu. Ele está debochando na cara da Câmara. Ele disse que mandaria uma revisão [do IPTU] e não mandou”, conclui.