Apesar da exigência do cadastro online, boleto do IPTU ainda vai ser entregue em casa neste ano

Entretanto, todos os demais tributos serão comunicados exclusivamente pelo Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) — no caso o ITU, ISS e ISTI. A economia prevista é de R$ 1,8 milhão

Secretário de Finanças, Alessandro Melo, diz que nova metodologia vai facilitar a vida do contribuinte e da administração | Foto: Felipe Cardoso/Jornal Opção

Durante o lançamento do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), uma plataforma que restringe a canais online a comunicação com o contribuinte para pagamento de tributos, o secretário Municipal de Finanças de Goiânia, Alessandro Melo, explicou que, neste ano, os boletos do IPTU ainda vão ser entregues por correspondência nas casas dos cidadãos.

Isso, porque, segundo ele, o prazo para cadastro é até o dia 1º de janeiro de 2021, dando um período elástico para a transição. Entretanto, ele explica que todos os demais tributos serão comunicados exclusivamente pelo portal já em 2020 — no caso o ITU, ISS e ISTI.

“A Prefeitura quer economizar com os custos operacionais que temos hoje e dar autonomia para o contribuinte resolver as pendências de casa, sem precisar se deslocar”, explicou o titular. Segundo ele, a economia prevista é de R$ 1,8 milhão.

Essa redução de gastos, explica Alessandro Melo, se dará a partir do momento em que a prefeitura não precisará mais gastar com a comunicação feita por Correios. Ele garante, também, que o cadastro é simples e o contribuinte poderá contar com o auxílio do Atende Fácil caso encontre alguma dificuldade.

“Para se cadastrar basta colocar o CPF. As pessoas podem vir ao Atende Fácil, onde podem fazer o cadastro, solicitar que o atendente ensine como usar de casa, ou pelo celular”, detalha. De acordo com o titular, a nova metodologia deve também facilitar a vida do contribuinte, porque os encargos com correspondência acabavam encarecendo a dívida e dificultando o pagamento.  O portal passa a vigorar nesta terça-feira, 28.

Atualmente, Goiânia conta com aproximadamente 700 mil imóveis e 250 mil empresas. Por enquanto o cadastro é opcional, mas a partir do ano que vem será obrigatório. A prefeitura também trabalha no desenvolvimento de um aplicativo que visa facilitar o acesso do usuário à plataforma. No entanto, ele ainda não está disponível para download. A expectativa é que a ferramenta seja liberada até o final de 2020.

Segundo o secretário, com isso, Goiânia está saindo do atraso. “São ferramentas que o Governo Federal e Estadual já tem. Agora o município passa a acompanhá-los nesse sentido. Trata-se de uma modernização da comunicação com o contribuinte”, pontuou Melo. O investimento global da prefeitura de Goiânia em tecnologia será de R$ 8 milhões ao longo deste ano. O objetivo, além da redução de despesas, é aprimorar cada vez mais os canais de relacionamento da prefeitura com os goianienses. 

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