Apenas 11% dos alunos não aderiu às aulas a distância

“Sabemos que esse modelo não é igual à sala de aula, mas os alunos estão sendo atendidos e estamos conseguindo chegar a todos os lares”, afirma secretária Fátima Gavioli

As aulas não presenciais estão acontecendo todos os dias, os professores estão em contato com suas turmas para passar e revisar conteúdos, além de distribuir listas de atividades. Essa é a realidade apontada pela secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, na rede estadual de ensino em Goiás. Segundo relatório da Seduc, na semana passada, 11% dos alunos não realizou qualquer atividade disponibilizada pela secretaria.

De acordo com a titular da Seduc, os estudantes que possuem acesso à internet também podem acessar o portal NetEscola, uma plataforma com textos, vídeos, listas de exercícios e desafios voltados para o aprendizado à distância. “Às 10h e às 15h também os alunos podem assistir às aulas ministradas em tempo real, na TV Brasil Central”, afirma Gavioli.

Para a secretária, a preocupação, no momento, está muito mais ligada a cuidados do que propriamente ao ensino. “Tudo isso está sendo utilizado para manter não apenas o aprendizado, mas como uma ferramenta de apoio psicológico, como uma  atividade que não deixa as crianças e adolescentes tão ociosos”, argumenta.

A Seduc avalia que as medidas adotadas até agora têm sido efetivas. “Temos acesso a quem acessa o portal, temos também um grupo de tutores que monitoram como as aulas estão chegando aos alunos. Eles também verificam se a apostila está chegando a quem não tem internet”, explica a secretária, que recebe essas informações todos os dias.

“Recebi nesta quinta, o relatório da semana passada indicando que 11% dos alunos da rede estadual não fizeram atividade alguma. Esse é um número muito parecido com o registrado nas aulas presenciais”, detalha Fátima. “Sabemos que esse modelo não é igual à sala de aula, mas os alunos estão sendo atendidos e estamos conseguindo chegar a todos os lares”, comemora.

Retorno gradual

Apesar de não trabalhar com datas, o gabinete de crise da Secretaria de Educação já elabora estratégias para a volta às aulas após a pandemia da Covid-19. Segundo a secretária, o plano de retorno às atividades se debruça sobre como deve ser o escalonamento, quem retornará primeiro e como serão distribuídas as aulas durante a semana. “Vamos voltar aos poucos. Ninguém vai sair de uma pandemia e, de repente, colocar dois milhões de alunos nas ruas”, assegura.

Por fim, Gavioli voltou a afirmar que o ano letivo não será perdido. “Essas aulas estão sendo registradas, comprovado que houve interação entre professores e alunos e que houve ensino, ainda que não seja igual ao da sala de aula, é preciso validar o ano letivo”, defende, ao pontuar que essa discussão está sendo construída com o Conselho Nacional de Educação e Conselho Estadual de Educação.

Sobre uma possível data para retorno às aulas presenciais, Fátima é enfática: “Não trabalhamos com data, apenas baseados em relatórios da Secretaria de Saúde. Agora o principal é todo mundo ficar o máximo possível em casa e manter medidas de higiene para sairmos dessa pandemia”, encerra Fátima Gavioli.

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