Aparecida tem 98% de adesão ao escalonamento por zonas

Uma semana após a implantação da medida que tem objetivo de evitar a propagação do novo coronavírus, prefeitura comemora sucesso da ação

André Luiz Rosa, secretário da Fazenda de Aparecida | Foto: Reprodução

Desde a última semana, Aparecida adotou o escalonamento por zonas como uma das medidas de enfrentamento à pandemia. Com isso, a prefeitura fecha duas regiões da cidade a cada dia da semana na tentativa de evitar a propagação do novo coronavírus. Para o secretário da Fazenda, André Luiz Rosa, a medida foi extremamente bem-sucedida. “A adesão foi maior de 98%”, informou ao Jornal Opção.

“O número de estabelecimentos abertos foi muito baixo. Tão logo a gente chegava com a fiscalização, o comerciante entendia e fechava suas portas. Mais importante que a adesão do comércio foi a adesão da própria população. Pelo que nós observamos, ela também não saiu às ruas. Aqueles que podiam, aproveitaram para ficar em casa, não foram para outras regiões fazer compras. Nada disso. Respeitaram o escalonamento”, observou o titular da Fazenda.

Ele explica que a diversos órgãos se dedicam, atualmente, na fiscalização do escalonamento e também do cumprimento das medidas sanitárias em outras regiões da cidade. “Temos a fiscalização da Vigilância Sanitária, Meio Ambiente, Posturas, Edificações, Tributária, agentes de trânsito e a guarda-municipal. Foi criado um grupo integrado de fiscalização e todas essas fiscalizações, estão fazendo ações conjuntas”, explicou.

Movimentação

De acordo com ele, não tem havido grande afluência de pessoas vindas da capital para Aparecida, mesmo que no município o comércio já esteja quase completamente em funcionamento. “Nós identificamos um volume maior nas vésperas do Dia dos Namorados, até porque os shoppings já estão abertos aqui em Aparecida. No dia a dia, não existe um afluxo muito grande de pessoas de Goiânia para Aparecida não. Um movimento normal”, apontou.

Segundo ele, a discussão pela reabertura de academias e restaurantes em Aparecida é uma das pautas do Comitê de Gestão de Crise. “Provavelmente devemos levar uma proposta, mas ainda não está definido”, disse. “Devemos discutir esse tema na próxima reunião do Comitê que deve ser entre sexta-feira, 19, ou segunda, 22.”

Sobre o aumento no número de casos em Aparecida, André Luiz ressaltou que o município é um dos que mais testam no Brasil. “Já testamos mais de 9.500 pessoas por meio do PCR, não falo de exame rápido. Estamos conseguindo identificar nossas pessoas com Covid-19 muito cedo e estamos tratando. Tanto que nossa taxa de internação hospitalar e taxa de mortalidade é uma das mais baixas”, pontuou.

“Estamos identificando essas pessoas muito rápido, muito cedo, estamos isolando elas e tratando. Com isso mantemos uma baixa taxa de ocupação dos leitos de UTI. Hoje temos menos de 20% dos leitos de UTI ocupados”, apontou o gestor.

Enfrentamento

Segundo ele, não existe uma fórmula de bolo para o combate à doença. “Para todos os municípios, todos os entes, é muito na base da tentativa e erro. Aparecida fez um levantamento do que existia no cenário internacional e resolveu adotar o protocolo da OMS, que é identificar, isolar e cuidar”, analisou.

Além da portaria municipal instituída no dia 18 de março, determinando o isolamento social, outras medidas foram adotadas por Aparecida no enfrentamento da doença. Em Goiás, o município investe vigorosamente em tecnologias e aparelhagens para o combate do SARS-COV-2.

“Ampliamos nosso número de leitos de UTI, que eram de 20 para 63 leitos exclusivos para Covid-19. Nós adquirimos 40 respiradores nesse período e um sistema de monitoramento que está sendo implantado agora de movimentação de pessoas. E nós fizemos um contrato com o Hospital Sírio-Libanês para fazer o telemedicina. Todos os nossos pacientes de Covid-19 são acompanhados pelo Hospital Sírio-Libanês diariamente”, conta o secretário.

“Agora estamos adquirindo mais 600 oxímetros, porque o que mata não é o coronavírus, mas a Síndrome Respiratória Aguda que decorre dele, porque ele ataca os pulmões. Quando se faz o monitoramento do paciente de Covid-19 pelo oxímetro, você evita que ele entre na fase aguda. Consegue ter uma intervenção antecipada e evitar que esse paciente vá ocupar um leito de UTI. Estamos adquirindo mais 40 respiradores e monitores da Itália para ampliar ainda mais nossa capacidade de atendimento. Sempre em cima desse tripé: identificar, isolar e cuidar”, afirma.

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