Aparecida e Anápolis se destacam na média salarial dos professores, apurada pela OCDE

Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem 2018 afirma que docentes do Brasil possuem os menores salários, entre 48 países avaliados

Foto: Divulgação

Conforme a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem 2018 (Talis, em inglês), ligada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os professores brasileiros são os que recebem piores salários, entre os 48 países avaliados.

A pesquisa também apontou a evolução salarial durante a carreira, na qual o País também não apresentou diferença substancial ao longo dos anos. Vale destacar que, para efeito de comparação, a Talis converteu os soldos em dólares, além de ter feito o cálculo do poder de compra dos profissionais da educação de cada nação.

Conforme a metodologia, ainda, foram utilizados números baseados nos “salários iniciais estatuários dos professores, expressos em termos de paridade de poder de compra”. Conforme este, o soldo anual de um educador brasileiro é US$ 13.971 (US$ 1.164 mês, ou R$ 4.454,16 na cotação desta segunda-feira, 24).

Pontua-se, ainda, que o Brasil foi apontado como País onde os docentes têm o menor poder de compra. Já na Dinamarca, local com melhores salários, o valor mensal é de US$ 3.570 (R$ 13.660,96), com possibilidade de US$ 4.639 (R$ 17.751,60).

Estados brasileiros

Em Goiás, segundo o Portal da Transparência, o “Professor – I” tem salários que variam de R$ 1.450,52 a R$ 7.263,85. Ao todo, são dispensados R$ 983.718,50 para os 238 docentes [ativos e efetivos] dessa categoria informada no site. Se todos recebessem o mesmo valor, o resultado seria de R$ 4.133,27, número inferior à média nacional apontada pela pesquisa.

No caso de São Paulo, ao se considerar a categoria “Professor Educação Básica I”, observa-se a soma de R$ 121.720.816,17 pagos a essa classe, o que representa a média de R$ 2.418,07.

Goiás

No Estado de Goiás, Aparecida de Goiânia apresenta um salário médio entre seus professores de R$ 4.579, conforme a secretária municipal de Educação, Valéria Petersen. A titular da pasta destaca que a cidade possui 50 professores do magistério [categoria que não fez graduação] e que, entre eles, o menor vencimento é de R$ 3.279,33. Já o docente, graduado, com maior folha salarial recebe R$ 12.322,93.

“Temos o melhor vencimento do Estado”, comemora Valéria, que apresenta outros números. “O menor salário de diretor é R$ 8.828,40 e o maior R$ 11.042,05. A média desses profissionais é de R$ 9.935,23”.

Em Anápolis, foi informado pela assessoria de imprensa que os pagamentos a professores do município variam por carga horária, sendo 20h, 30h e 40h semanais. Desta forma, respectivamente, tem-se: de R$ 1.392 a R$ 3.012,45; de R$ 1.833,76 a R$ 4.637,78; e de R$ 2.452,80 a R$ 7.024,50.

Porém, segundo a assessoria, a média com valores brutos, considerando, ainda, acréscimos variados, é de R$ 4.714 (para 20h), R$ 5.393,88 (30h) e R$ 9.828,47 (40h). Foi solicitado à assessoria de comunicação da capital os mesmos números. Até a publicação deste texto os dados não foram enviados.

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