Aparecida de Goiânia mantém escalonamento após publicação de decreto estadual e confunde fiscalização

Modelo deve se manter pelo menos até a reunião que ocorrerá na próxima sexta, 19, para decidir sobre continuidade na portaria

Comércio fechado em Aparecida de Goiânia. | Foto: Prefeitura de Aparecida/reprodução

Mesmo com a publicação do decreto estadual que prevê o modelo de funcionamento 14 por 14 dias – duas semanas de suspensão de atividades não essenciais, seguidas de duas de flexibilização –, que entrou em vigor nesta quarta-feira, 17, Aparecida de Goiânia mantém escalonamento por macrozonas pelo menos até a próxima sexta-feira, 19, quando reunião deverá ocorrer para discutir a continuidade da portaria.

A justificativa da Prefeitura de Aparecida, é que o modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional é semelhante ao 14 por 14 dias adotado pela capital goiana e em decreto oficial do estado. “Considerando um ciclo de 28 dias, cada macrozona vai fechar 14 dias também”, explica.

Entretanto, em conversa com o Jornal Opção, o secretário de Estado de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, demonstrou preocupação quanto a não unificação de medidas entre as duas cidades, que são conurbadas. O medo é que a contaminação aumente.  “A população tem livre trânsito de lá para cá, daqui para lá, e neste momento, a gente entende que isso trará dificuldade. Esses 14 dias serão muito críticos” explica.

Essa distinção entre os decretos, inclusive, vem causando conflito na fiscalização que garante o cumprimento das medidas e nos próprios comerciantes, que não sabem se devem abrir ou fechar seus estabelecimentos. Na manhã desta quarta-feira, 17, agentes da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) orientaram comerciantes a fecharem as portas, em cumprimento ao decreto estadual. Entretanto, logo a Prefeitura do Município comunicou que o que permanece em vigor é a Portaria 22/2021.

“Os comerciantes estão legalmente amparados para seguir o isolamento social intermitente por escalonamento regional. Além disso, várias atividades econômicas não essenciais estão com as atividades suspensas, independente da escala. Qualquer alteração na estratégia será tomada pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19 em Aparecida e comunicada à população pelos canais oficiais da Prefeitura”, esclarece.

Escalonamento

Por hora, o que permanece é o funcionamento em escalas. Nesta quarta-feira, ficam fechadas as macrozonas do Garavelo, Centro, Zona da Mata e Expansul. Na quinta-feira, a do Centro, Santa Luzia, Expansul e Papilon. Já na sexta-feira, fecham as do Santa Luzia, Buriti Sereno, Papilon e Cidade Livre. Todas as macrozonas deverão fechar no sábado a partir de uma da tarde e no domingo, o dia todo. Nas últimas segunda, 15, e terça-feira, 16, fecharam as zonas Vila Brasília, Buriti Sereno, Alto Paraíso, Cidade Livre e Vila Brasília, Garavelo, Alto Paraíso e Zona da Mata, respectivamente.

Medidas restritivas

Desde o dia primeiro de março, municípios da região metropolitana de Goiânia adotam medidas de restrição como estratégia de combate a Covid-19. No último fim de semana, cidade de Goiânia decidiu pelo fechamento de todas as atividades não essenciais pelos próximos 14 dias, que serão seguidos de flexibilização das mesmas pelos 14 dias seguintes. Já o município de Aparecida de Goiânia optou por um modelo já utilizado entre os meses de junho e agosto de 2020, que, segundo a Prefeitura, obteve 98% de adesão da população na época.

A razão do endurecimento das medidas restritivas no estado foi o aumento da contaminação pelo novo coronavírus e a consequente maior demanda por leitos em hospitais. Segundo o procurador-geral do Município, Antônio Flávio de Oliveira, a rede estadual e municipais de saúde já se encontram em colapso. Em Goiás, a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é de 96,95%, com 16 disponíveis. Já a de enfermaria, 91,56%.

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