Aos 81 anos, moradora de Goiânia volta à sala de aula para aprender a ler sozinha
06 outubro 2026 às 15h48

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Aos 81 anos, Vanda da Silva voltou à sala de aula em Goiânia para realizar um desejo: ler a Bíblia sem ajuda. Além disso, ela quer conquistar mais autonomia nas tarefas do cotidiano, para as quais ainda depende de outras pessoas.
Vanda participa do Programa de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos, criado em 2018 pelo Instituto Yduqs. Ela conheceu a iniciativa por indicação de colegas e, mesmo com dores frequentes, pretende continuar estudando.
“A dor no corpo não é maior do que a minha vontade de aprender. Cada aula é um passo, e eu não vou parar até conseguir ler sozinha”, afirma.
Aprendizado e autonomia
A história de Vanda reflete um desafio que persiste no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou, pela primeira vez, uma taxa de analfabetismo inferior a 5% entre as pessoas de 15 anos ou mais. O avanço, porém, convive com outra dificuldade: a de quem sabe ler e escrever, mas enfrenta obstáculos para interpretar textos e compreender informações no dia a dia.
O programa é gratuito e atende jovens e adultos que não tiveram acesso à alfabetização na infância ou interromperam os estudos. Segundo os responsáveis, mais de 2 mil pessoas passaram pela iniciativa desde sua criação.
Em 2026, com apoio do Instituto Equatorial, o projeto ampliou sua atuação para Goiás, Maranhão, Pará, Amapá, Piauí e Alagoas.
Universitários participam das aulas
As aulas contam com estudantes dos cursos de Pedagogia da Estácio e da Wyden, que atuam como monitores. A participação permite aos universitários acompanhar o aprendizado dos alunos e adquirir experiência prática de ensino durante a formação.
Segundo Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial, a alfabetização ajuda a ampliar o acesso a direitos e oportunidades.
“Pessoas alfabetizadas têm mais oportunidades de acesso ao mercado de trabalho, aos serviços públicos, à informação e à participação cidadã”, afirma.
Para Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do Grupo Yduqs, a iniciativa busca ampliar a autonomia dos participantes.
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