Ao negar nulidade, relator afirma que defesa de Lula tenta dar “repercussão política” aos processos

Gebran Neto também diz que não vai considerar vazamentos de conversas de investigadores da Lava Jato com o ex-juiz Sérgio Moro, em razão de seu caráter ilegal

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou nesta quarta-feira, 27, recursos interpostos pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia. Na análise dos recursos, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF4 negou todas as apelações da defesa. Na análise de mérito do processo, o Gebran manteve as condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As alegações da defesa de Lula incluíam alegações de vícios na estrutural do processo, com o pedido de nulidade, em razão do período de apresentação de defesa, o que foi negado pelo Atimagistrado, que entende que a defesa do ex-presidente não sofreu prejuízos no processo.

Além disso, quanto ao pedido de suspeição da juíza Gabriela Hardt, responsável pela condenação em 1ª instância, em razão de uma possível parcialidade, Gebran disse que a defesa estaria insistindo em ataque aos magistrados responsáveis pelo caso, tentando, segundo o relator, utilizar o processo de maneira política.

Outro ponto solicitado pela defesa foi a consideração dos materiais da Vaza Jato, que expõe bastidores da operação Lava Jato, envolvendo diálogos entre procuradores e juízes. Gebran, no entanto, disse que o material não seria levado em consideração, em razão de seu caráter ilegal, já que foi obtido por interceptação de hackers.

O caso

O processo analisado em segunda instância nesta quarta é fruto de investigação que liga o ex-presidente Lula ao Sítio de Atibaia. Segundo os investigadores, apesar do imóvel não estar no nome de nenhum membro da família do político, a frequência que era frequentado por eles, além de pertences encontrados, seriam fatores que indicam que o imóvel seria de Lula.

Já a caracterização de crime estaria em uma reforma feita pelas empreiteiras Odebrecht e OAS em troca de vantagens em processos de licitação, caracterizando assim os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra Lula. A decisão proferida em fevereiro deste ano pela juíza Gabriela Hardt condena o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.