Ao lado de Dodge, Caiado assina termo de adesão ao Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida

“Para nós, é uma enorme honra que Goiás acolha mais este dispositivo oferecido para reduzir a violência doméstica”, afirma procuradora-geral da República

Foto: Lívia Barbosa | Jornal Opção

O governo de Goiás assinou termo de adesão, nesta sexta-feira, 6, ao Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida (Frida). A ferramenta criada para prevenir e enfrentar crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher foi desenvolvida por peritos brasileiros e europeus, no âmbito do programa Diálogos Setoriais: União Europeia-Brasil.

Na prática, o Frida traz perguntas, cujas respostas contribuem na identificação, de forma objetiva, do grau de risco em que a vítima mulher se encontra. Essa ferramenta reduzirá a probabilidade de uma possível repetição ou ocorrência de um primeiro ato violento contra a mulher no ambiente de violência doméstica.

Presente na solenidade, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, elogiou a iniciativa do governador Ronaldo Caiado em assinar o acordo de cooperação para implementar a ferramenta no Estado. “Para nós, é uma enorme honra que Goiás acolha mais este dispositivo oferecido para reduzir a violência doméstica. O orçamento público é curto e é preciso saber quem estar sob risco maior para que a ação do Estado possa se desenvolver de um modo mais eficiente”, disse Dogde, ao destacar que o formulário de risco permite às autoridades trabalharem com dados objetivos.

“Pela falta de um formulário como esse é difícil formular uma política de intervenção que diminua os índices de violência doméstica, que aumentam a cada dia. O formulário Frida vem em socorro a essa necessidade de dados que permitam ao governo se as prioridades estão sendo adequadamente definidas dentro da segurança pública”, acrescentou a PGE.

Para o procurador-geral de Justiça de Goiás, Aylton Flávio Vechi , a assinatura de hoje concretiza um importante  instrumento para a defesa e prevenção da violência contra a mulher. “Estamos caminhando para diminuir os índices alarmantes da violência contra a mulher. Temos muitas promotorias atuando nessa área, mas precisamos de um tratamento preventivo e posterior às vítimas”, destacou.  

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