Segundo o democrata, diante da situação em que o Estado se encontra, “prefeito nenhum pode criar o seu próprio protocolo”. Em descompasso, Aparecida argumenta que o modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional é semelhante ao 14 por 14 dias adotado em decreto oficial do estado

Governador Ronaldo Caiado

O governador Ronaldo Caiado (DEM) comentou, em entrevista a emissoras de TV na manhã desta quarta-feira, 17, o descumprimento, por parte da prefeitura de Aparecida de Goiânia, em relação ao decreto estadual que prevê o fechamento do comércio não essencial durante um período de 14 dias.

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, comerciantes de toda a região ficaram confusos, sem saber se deviam seguir as determinações do decreto municipal, assinado pelo prefeito Gustavo Mendanha (MDB) – que permite o funcionamento escalonado -, ou do decreto estadual, assinado por Caiado, que prevê a suspensão completa por 14 dias.

Viaturas da Polícia Militar estiveram nas ruas orientando o fechamento e encerramento das atividades ao passo em que a prefeitura de Aparecida sinalizou que os comerciantes poderiam funcionar normalmente.

Sobre o assunto, Caiado disparou: “Quando o estado é de calamidade, o que prevalece é uma regra única: quando não se tem leitos suficientes não podemos ter uma regra em uma cidade, uma regra em outra; o colapso é generalizado”.

Segundo o democrata, diante da situação em que o Estado se encontra, “prefeito nenhum pode criar o seu próprio protocolo”. E completou: “Cabe ao Ministério Público e ao Poder Judiciário decidir sobre aqueles que não queiram cumprir aquilo que o decreto determina, mas acho que está bem claro como é que devemos nos comportar neste momento”.

“É um momento de deixarmos as vaidades de lado e pensarmos na vida das pessoas. (…) Ao invés de ficarmos com picuinhas, quedas de braço, vamos seguir aquilo que a ciência determina”, finalizou o governador.

Em descompasso, a prefeitura de Aparecida argumenta que o modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional é semelhante ao 14 por 14 dias adotado pela capital goiana e em decreto oficial do estado. “Considerando um ciclo de 28 dias, cada macrozona vai fechar 14 dias também”, explica.