Ao invadir celular de Bolsonaro, hacker ameaça a segurança nacional

Ministério da Justiça revela que, além do ministro Sergio Moro, o presidente também teve o smartphone invadido por criminosos virtuais

 Promotores, ministros e, agora, o presidente da República. O ataque de hackers expôs, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade dos ambientes baseados em nuvem, o descuido de autoridades brasileiras e, o mais grave, a ameaça às instituições. Afinal, se o mais alto escalão do País está exposto à ação de criminosos virtuais, que dirá o cidadão comum.

A invasão da privacidade das comunicações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, de ministros e de membros do Ministério Público tem implicações muito mais graves que a de uma pessoa qualquer. Basta ver a crise provocada pelo escândalo da Vaza Jato.

No caso do presidente e de ministros, as informações extraídas e a forma como elas podem ser usadas têm potencial explosivo para a República. Nos smartphones pode haver informações cruciais para a segurança nacional, para a economia do País e para as relações institucionais (locais e internacionais). Ainda mais quando se sabe que o presidente não é um homem de medir palavras.

No início de seu mandato, o ex-presidente Barak Obama teve de trocar de telefone celular por protocolo da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Para evitar qualquer invasão, Obama recebeu uma versão com sistema operacional especialmente construído para as autoridades americanas.

 

Pelo jeito, no Brasil, a cúpula do poder ainda não se atentou da necessidade de levar a segurança nacional a sério.

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