Caiado anuncia Coronel Esmeraldino novo comandante-geral dos Bombeiros e garante punição a envolvidos em esquema

“Todas as pessoas que estão neste momento sendo denunciadas, ou sob investigação, estão afastadas”, garantiu Caiado

Novo comandante-Geral do Corpo de Bombeiros | Foto: Divulgação

O governador Ronaldo Caiado (DEM) publicou em suas redes sociais, nesta quinta-feira, 21, que o coronel Esmeraldino Jacinto de Lemos assume interinamente o Comando-Geral dos Bombeiros de Goiás. “Todas as pessoas que estão neste momento sendo denunciadas, ou sob investigação, estão afastadas“, garantiu o democrata. O coronel assume o lugar de Dewilson Adelino Mateus, que foi citado na Operação Desconformidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Segundo ele, o governo irá punir todas as pessoas que estiveram comprovadamente envolvidas no esquema de fraudes em fraudes na certificação de segurança contra incêndio e pânico emitida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO). “As que provarem inocência, retornam ao cargo. Essa é a posição do governo, com total tranquilidade”, afirmou.

Entenda

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MP-GO), com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), realizou nesta terça-feira, 19, a Operação Desconformidade, destinada ao combate de fraudes na certificação de segurança contra incêndio e pânico emitida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO).

O esquema criminoso, formado por bombeiros militares, incluindo membros do alto comando da corporação, ocupa-se em burlar o regramento normativo, concedendo Certificados de Conformidades (Cercons) para empresas e empresários que não cumpriam as normas e protocolos de segurança, colocando vida e patrimônio da coletividade em grave e iminente risco.

Conforme apurado, o grupo recebia vantagens financeiras para interesse próprio, além de valores destinados a construções e reformas nas unidades militares, de modo a justificar as concessões espúrias a determinadas empresas. Shoppings e centros comerciais, em várias regiões da capital, tiveram seus Cercons emitidos irregularmente.

Conforme descreveram os responsáveis pela investigação, os esquemas se iniciaram ainda em 2013, com participação ativa do alto comando militar. O grupo teria atuado nos últimos seis anos oferecendo maior celeridade no processo de concessão de certificado de conformidade — documento que autoriza o funcionamento do estabelecimento — em troca de valores e ou outras moedas de troca, como viagens. Um dos casos investigados aponta um empreendimento comercial que teria pago R$ 500 mil pelo documento.

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