Anvisa suspende lote de dipirona por risco de contaminação; saiba quais produtos estão proibidos
10 abril 2026 às 09h17

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso de um lote específico de dipirona monoidratada 500 mg/mL, o de número 24112378, após confirmar a presença de material particulado na solução, o que indica risco de contaminação e compromete a segurança do medicamento.
Por conseguinte, a agência determinou o recolhimento das caixas com 100 ampolas de 2 mL fabricadas pela Hypofarma. A Anvisa também reforça que pacientes e serviços de saúde não devem utilizar o lote afetado. Em vez disso, precisam entrar em contato com o fabricante para obter orientações sobre a substituição do produto.
De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, publicada no Diário Oficial da União, o desvio de qualidade consiste na presença de partículas não dissolvidas e estranhas à formulação. Portanto, essa irregularidade fere diretamente as normas sanitárias, as quais exigem controle da qualidade e da integridade de produtos injetáveis.
Vale lembrar que a dipirona é um dos fármacos mais utilizados no Brasil, sendo bastante popular por sua eficácia e fácil acesso. Inclusive, sua versão injetável, como a do lote suspenso, é amplamente empregada em ambiente hospitalar para alívio de dores mais intensas, de cabeça, musculares, cólicas e redução da febre.
Na mesma resolução, a Anvisa também suspendeu outros medicamentos manipulados. Dessa forma, todos os lotes de ésteres de testosterona, nandrolona, tirzepatida e semaglutida manipulados pela empresa Mali Produtos para Saúde LTDA foram recolhidos.
Segundo a agência, falhas graves no processo de manipulação justificam a medida, como problemas no controle de qualidade, ausência de testes essenciais, irregularidades no armazenamento e falta de garantia sobre a procedência das matérias-primas.
A Anvisa também determinou a suspensão de todos os produtos manipulados estéreis da Terapêutica Farmácia de Manipulação LTDA, localizada em São José dos Campos (SP). Após uma inspeção, a agência apontou “graves irregularidades sanitárias”, incluindo falhas na esterilidade dos produtos, uso de métodos inadequados de esterilização, ausência de validações técnicas e inconsistências na rastreabilidade dos lotes.
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