Anvisa autoriza medicamento experimental e Lito Sousa será primeiro paciente a receber tratamento
04 setembro 2026 às 18h57

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira, 4, a importação e o uso excepcional de um medicamento experimental para o tratamento do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
O medicamento, chamado ALN-6457, ainda está em uma fase anterior ao desenvolvimento clínico e não teve estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para o tratamento da doença. Com a autorização, Lito será o primeiro paciente a receber a substância.
A solicitação foi feita pelo Hospital Israelita Albert Einstein, onde o influenciador realiza o tratamento. O pedido foi apresentado para uso individual e excepcional do medicamento, por meio de importação por pessoa física. Lito foi aceito em um programa de uso compassivo oferecido por uma empresa estrangeira.
Segundo a Anvisa, a autorização levou em consideração a evolução rápida, letal e irreversível da doença. A ausência de um patrocinador ou representante da empresa responsável pelo medicamento no Brasil também foi considerada para a adoção da medida excepcional.
Com a autorização concedida, a equipe responsável pelo paciente deverá providenciar a importação do medicamento.
Diagnóstico de Lito Sousa
A família de Lito confirmou o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob em 21 de agosto. A informação foi divulgada pela esposa do influenciador, a empresária Mila Seidl, após semanas de investigação neurológica em São Paulo.
Desde então, Lito apresenta perda progressiva dos movimentos corporais, enquanto permanece lúcido. Após receber alta hospitalar na capital paulista, ele passou a ser acompanhado em casa.
Em uma publicação nas redes sociais, o influenciador chegou a fazer um apelo em inglês por uma oportunidade de participar de pesquisas experimentais relacionadas à doença. “Oi, meu nome é Lito Sousa e tenho um apelo urgente para você”, afirmou no vídeo, direcionando o pedido a instituições e empresas envolvidas em pesquisas sobre doenças neurodegenerativas.
Doença é rara e tem evolução rápida
A doença de Creutzfeldt-Jakob integra o grupo das doenças priônicas, condições neurológicas raras provocadas por alterações na estrutura de determinadas proteínas presentes no cérebro.
A enfermidade está associada à presença de príons, proteínas anormais altamente estáveis e resistentes a métodos convencionais de desinfecção. A doença pode provocar perda progressiva de funções neurológicas, incluindo memória, linguagem e capacidade de planejamento.
A evolução da DCJ é considerada extremamente rápida. Atualmente, não existe tratamento capaz de interromper ou reverter a progressão da doença.
Diante da ausência de uma terapia capaz de modificar a evolução do quadro, pacientes costumam ser encaminhados para cuidados paliativos após a confirmação do diagnóstico, com foco no controle dos sintomas e na qualidade de vida.
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