Anvisa aprova uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford

Doria determina que Butantan entregue imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas a SP, DF e todos os estados brasileiros

Reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa de 17/1/2021 | Foto: Divulgação/Anvisa

As vacinas de Oxford, desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a CoronaVac, produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, tiveram o uso emergencial aprovado na tarde deste domingo, 17, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os técnicos da agência recomendaram o monitoramento de incertezas e a reavaliação periódica dos imunizantes. O uso emergencial contra a Covid-19 foi aprovado por unanimidade entre os diretores da Anvisa.

A diretora Meiruze Freitas, relatora dos dois pedidos de uso emergencial em análise na Anvisa, votou pela aprovação das vacinas contra a Covid-19 do Instituto Butantan e da Fiocruz.

O voto da relatora condicionou autorização do uso emergencial da Coronavac à assinatura de termo de compromisso do Butantã para envio de mais dados. Quanto à vacina de Oxford, o voto de Meiruze foi pela autorização para uso emergencial de 2 milhões de doses vindas da Índia.

Para a aprovação, era necessária maioria simples, ou seja, de cinco diretores, três votos a favor garantiram o resultado. Em suas manifestações, os diretores destacaram a importância da ciência e alertaram sobre as tentativas de politização do tema.

Vacinação

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na tarde deste domingo, 17, que determinou ao Instituto Butantan que entregue imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas.

“Determinei que tão logo a Anvisa aprove o uso emergencial da Vacina do Butantan, o Instituto Butantan entregue imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas a SP, DF e todos os estados brasileiros. O Brasil tem pressa para salvar vidas”, afirmou Doria.

Monica Calazans, 54 anos, é negra e enfermeira no Instituto Emílio Ribas | Foto: Reprodução

A primeira pessoa a tomar a Coronavac após a aprovação pela Anvisa é a enfermeira Monica Calazans, 54 anos, adiantou Mônica Bergamo. Ela trabalhou como auxiliar de enfermagem por 26 anos e decidiu fazer faculdade numa fase já madura. Se formou aos 47 anos.

Em maio, no auge da chamada primeira onda da epidemia do coronavírus em São Paulo, a enfermeira decidiu se inscrever para as vagas de enfermagem abertas no Instituto Emílio Ribas, onde passou a trabalhar na linha de frente contra a Covid-19.

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