Anunciada para abril, retomada das obras da Casa de Vidro está sem data para acontecer

Durante solenidade para assinatura da ordem de serviço, prefeitura anunciou que serviços começariam no último mês

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Anunciadas para abril, as obras do projeto do complexo cultural apelidado de “Casa de Vidro” estão sem previsão para retomada. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Iris Rezende (MDB) no dia 5 de abril, durante solenidade no Paço municipal, e a previsão era que as obras começariam ainda no último mês.

De acordo com a prefeitura de Goiânia, ainda não há uma data marcada. O motivo do adiamento não foi respondido após questionamentos do Jornal Opção.

Localizado na Avenida Jamel Cecílio com Av. E e Rua 52, no Jardim Goiás, o espaço será destinado a atividades culturais e artísticas, terá três pavimentos e mais de dois mil m² de área construída.

Em julho do ano passado, uma reportagem mostrou que o local acabou virando ao longo dos anos abrigo para moradores de rua e estacionamento para vizinhos e trabalhadores da região.

De acordo com o contrato firmado com a vencedora da nova licitação, a Geo Engenharia, os trabalhos devem ser concluídos em 12 meses. Os recursos são uma parceria entre Ministério do Turismo, Prefeitura de Goiânia e Caixa Econômica Federal. A Secretaria Municipal de Cultura administrará a unidade.

Histórico

O projeto da Casa de Vidro foi anunciado no fim da última gestão de Iris à frente da prefeitura, em 2008. Previa-se para a obra uma cúpula de vidro, com formato elipsoide com mais de 13 metros de altura; e um salão multiuso acoplado, que seria revestido com lâminas de alumínio inspiradas nas escamas do fruto do buriti. A obra nunca saiu do papel.

O complexo cultural (como foi chamado à época) foi orçado em quase R$ 4 milhões e os recursos para a construção viriam de emenda parlamentar proposta pela então deputada federal Dona Íris (PMDB) — derrotada à reeleição em 2014 e, hoje, primeira-dama da capital.

A emenda foi feita junto ao Ministério do Turismo em 2008. Contudo, o primeiro repasse foi realizado apenas em 2011, visto que Iris deixou a prefeitura para disputar (e perder) o governo de Goiás em 2010. A obra só foi autorizada no final daquele ano, pelo então prefeito Paulo Garcia (PT).

Uma reportagem do Jornal Opção naquele ano mostrou que a construção começou, mas parou quando a empreiteira contratada por licitação decidiu deixar o projeto. A empresa, segundo consta, afirmou ter “dificuldades” para execução do complexo.

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