Anitta, Tati Quebra Barraco e outros funkeiros são convidados para audiência no Senado

Audiência discutirá sugestão parlamentar que trata o funk como problema de saúde pública e pede sua criminalização. Bochecha e Valesca Popozuda também foram convidados

Reprodução

De autoria do senador Romário Faria (PSB-RJ), uma audiência pública foi marcada no Senado Federal para discutir a Sugestão Legislativa que propõe criminalizar o funk. Para o debate na Comissão de Direitos Humanos, foram convidados vários artistas, como Anitta, Valesca Popozuda, Bochecha, Nego do Borel e Tati Quebra Barraco.

Romário também convidou os MCs Koringa e Bob Rum; o autor do livro “O mundo funk carioca”, Hermano Vianna; a antropóloga Mylene Mizrahi; a promoter Carol Sampaio e o criador da proposta, Marcelo Afonso.

No Facebook, o ex-jogador carioca já se posicionou totalmente contra a proposta. “Além de ser inconstitucional, por atentar contra a liberdade de expressão, o funk tira pessoas do desemprego, gera renda e movimenta a economia. Como bem disse a presidente da comissão, senadora Regina Sousa, o funk começou no Rio de Janeiro, mas ganhou o Brasil”, explicou.

Na Sugestão Legislativa 17/2017, idealizada por Marcelo Alonso, o funk é taxado como crime de saúde pública e chamado de “falsa cultura”. Na justificativa, o autor chega a relacionar o ritmo musical ao estupro, pedofilia, agenciamento de menores, roubo e consumo de álcool e drogas.

No início desta semana, a ideia do parlamentar já tinha tomado as redes sociais, após a cantora Anitta criticar o teor da proposta em sua conta no Twitter. “Se o conteúdo das letras ou das festas [de funk] não agradam é porque cresceram vendo e vivendo aquilo que cantam. Deem acesso a outros assuntos e cantarão sobre eles. Traduzirão as músicas de outros idiomas pra proibir as que não tem mensagens que agradam aos cultos ou é só uma discriminação mais direcionada?”, defendeu.

No momento, a Sugestão Legislativa está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), e precisa passar por ela para se tornar um projeto de lei. Em consulta pública online que já conseguiu cerca de 14 mil votos, mais de 79% das pessoas concordam com a ideia. Para votar no portal E-Cidadania, clique aqui.

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