Angela Merkel visita Auschwitz e diz que sente “vergonha profunda” dos crimes cometidos por alemães

Primeira visita da chanceler alemã ao antigo campo de concentração na Polônia coincide com o aumento do antissemitismo e com o avanço da extrema direita na Europa

Foto: Reprodução | Instagram/Angela Merkel

A chanceler federal Angela Merkel realizou, nesta sexta-feira, 6, uma visita histórica a Auschwitz, maior campo de extermínio do regime nazista, localizado na Polônia. Primeira líder alemã a visitar o local desde 1995, Merkel também anunciou a doação de 60 milhões de euros para auxiliar na conservação da área, transformada em um museu e memorial.

Ao lado do primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki, do sobrevivente de Auscwitz Stanislaw Bartnikowski e de representantes da comunidade judaica, Merkel cruzou no início da manhã o portão do campo, no qual se lê o slogan nazista “O trabalho liberta”. Ela visitou também o Muro da Morte, onde dezenas de milhares de detidos foram executados, a maior parte deles prisioneiros políticos poloneses.

Foto: Reprodução | Instagram/Angela Merkel

No campo adjacente de Birkenau, a cerca de três quilômetros de Auschwitz, a chanceler federal afirmou que o Estado alemão tem uma obrigação com as vítimas e deve cumprir sua responsabilidade de “proteger os judeus”, afirmando que “o antissemitismo não será tolerado”. A chanceler acrescentou que sente “vergonha profunda” dos crimes cometidos em Auschwitz-Birkenau por alemães.

“Recordar os crimes, nomear seus autores e realizar uma homenagem digna às vítimas é uma responsabilidade que não acaba nunca. Não é negociável. É inseparável de nosso país. Ter consciência desta responsabilidade é parte inseparável de nossa identidade nacional”, disse a chanceler. (Com informações de O Globo)

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