André Mendonça diz que fez o correto ao votar pela condenação de Daniel Mendonça

O ministro “terrivelmente evangélico” se defende de ataques bolsonaristas  

Após votar a favor da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses, no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro “terrivelmente evangélico” indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça, se defende das críticas de bolsonaristas. Ele diz que, como cristão e como jurista, fez o correto.

“Diante das várias manifestações sobre o meu voto ontem, sinto-me no dever de esclarecer que: [a] como cristão, não creio tenha sido chamado para endossar comportamentos que incitam atos de violência contra pessoas determinadas; e [b] como jurista, a avalizar graves ameaças físicas contra quem quer que seja. Há formas e formas de se fazerem as coisas”, pondera o ministro. André ainda afirmou que, é preciso “separar o joio do trigo” sob a pena de o trigo pagar pelo joio. “Mesmo podendo não ser compreendido, tenho a convicção de que fiz o correto”, acrescenta Mendonça, por meio de rede social.  

Entre as críticas, está a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que afirmou que Kassio Nunes acertou e que André Mendonça errou no julgamento. “Quem diria”, alfinetou. O discurso também foi corroborado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e pelo deputado Marco Feliciano (PL-SP), que disseram que o julgamento foi “terrivelmente decepcionante”. 

Daniel foi condenado por ataques ao Supremo. A votação foi por dez votos a um. O único voto contrário foi proposto por Nunes Marques, que também é uma indicação de Jair Bolsonaro. Mendonça votou pela condenação com uma pena menor que a dos demais ministros. Ele defendeu que o deputado carioca fosse condenado a dois anos e quatro meses em regime inicialmente aberto.  

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.