Filho do presidente Bolsonaro comemorou decisão e afirmou que, em outros tempos, haveria prejuízo aos cofres públicos

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A O2 Filmes realizou dois pedidos de recursos à Agência Nacional de Cinema (Ancine). Em um, a produtora solicitou o reembolso de R$ 1 milhão de despesas pagas pelo Fundo Setorial do Audiovisual na produção do filme Marighella; no outro solicitava o adiantamento da verba para a comercialização. A Ancine negou as duas demandas.

Na última terça, 27, por unanimidade a diretoria colegiada da agência recusou os pedidos. De fato, em relação a primeira solicitação, a O2 disse ter pedido para a Ancine dizer se a quantia era adequada a um edital de complementação do FSA, o que foi negado, conforme nota da produtora.

No Twitter, o filho do presidente, Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) disse que, “noutros tempos, o desfecho seria outro, certamente com prejuízo aos cofres públicos”. Em passado recente, vale lembrar, Jair Bolsonaro (PSL) cogitou extinguir a Ancine se não pudesse colocar um “filtro de conteúdo”, o que o setor viu como censura.

Marighella

O longa metragem Marighella conta a história do guerrilheiro homônimo, que morreu durante a ditadura militar brasileira. A obra tem a direção de Wagner Moura e, em fevereiro, foi aplaudida no Festival de Berlim.

A montagem, que traz Seu Jorge no papel principal, se inspirou no livro do jornalista Mário Magalhães e teve preço de produção de R$ 10 milhões. A película acompanha os últimos cinco anos de Marighella, que foi assassinado em 1969.

Segundo o biógrafo, o filme, que vai estrear somente em 20 de novembro, é alvo de “obscurantismo dos novos censores”. A distribuidora Paris Filme, à Folha, afirmou que não houve qualquer tipo de pressão política.(Com informações da Folha)