Anápolis imuniza primeira profissional da Educação

Para receberem vacina contra o coronavírus, trabalhadores da Educação devem se dirigir aos postos indicados com documentos pessoais; grupo receberá dose da AstraZeneca. Cidade começa 2ª fase da imunização do PNI

Teve início na manhã desta terça-feira, 18, em Anápolis, a vacinação contra a Covid-19 do grupo de trabalhadores de Educação dos ensinos infantil e fundamental. A professora Keyla Cristina Borges, que atua na área há 12 anos, foi a primeira do grupo a receber o imunizante, com a primeira dose da AstraZeneca.

“Esse é um marco muito importante, nossas crianças merecem respeito. Esse período de adaptação não foi fácil nem para os professores, nem para as famílias, nem para as crianças. Estamos colhendo frutos, por estarmos realizando um trabalho de excelência, no entanto, especialmente na educação infantil, o ensino presencial é fundamental pela necessidade de afetividade”, afirmou.

Apesar de saber que um possível retorno à normalidade depende da evolução da vacinação na cidade, a esperança de Keyla é que essa volta ocorra ainda esse ano.

Confirmando as expectativas da professora, o secretário municipal de Saúde de Anápolis, Julio César Spinola, disse que a previsão é que as aulas presenciais retornem no mês de Agosto na cidade.

Vacinação de professores e profissionais de apoio

Para o Prefeito do município, Roberto Naves (PP), ser a primeira cidade goiana imunizar trabalhadores da educação é fruto da “eficiência dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS)”. A vacinação do grupo começou antes que o grupo anterior, de pessoas com comodidades, fosse finalizado. Para o chefe do Executivo Municipal, entretanto, a vacinação do grupo de comorbidades continua sem qualquer interferência.

“Tem vacina para podermos terminar a imunização de pessoas com comorbidades. O que acontece é que esse processo estava lento, e muitos postos de saúde estavam se mantendo ociosos. Além disso, temos doses o suficiente para finalizar a vacinação do grupo das comorbidades e, ao mesmo tempo, dar andamento no que diz respeito à segunda fase”, esclareceu Roberto.

Além dos professores, o secretário Municipal de Saúde de Anápolis, Júlio Cesar Spínola, afirma que profissionais de apoio à Educação também serão contemplados com o imunizante.

Segundo Naves, a vacinação desses profissionais já está divulgada em toda a Prefeitura. Para imunizá-los o estoque contém doses da AstraZeneca e da Pfizer/BioNtech, mas devido à impossibilidade de grávidas e puérperas tomarem a AstraZeneca, as da Pfizer são direcionadas à elas. Os cadastro desses profissionais já foram feitos tanto pela SMS, no caso da Rede Pública, quanto pelas próprias escolas da rede privada”, diz Roberto Naves.

Para receber o imunizante, portanto, basta comparecer, com os documentos pessoais, como o RG, a um dos postos de vacinação indicados. Foram preparados à aplicação do imunizante em educadores o ginásio da UniEvangélica, Banco de Leite e unidade de saúde Santa Maria de Nazareth, no caso de pedestres, e CMTT e unidades de saúde do JK e Anexo Itamaraty, para quem estiver de carro (drive thru).

Próximos grupos
Ao Jornal Opção, o Prefeito de Anápolis, Roberto Naves, afirmou que a imunização contra a Covid-19 para a população de rua também terá início ainda nesta semana.

“Estamos em contato com o Ministério Público e com a Secretaria de Desenvolvimento Social porque esse é um grupo que tem um problema, que é a questão de não ter CPF ou outras documentações, mas veremos a possibilidade de abastecer o sistemas nacional do Ministério da Saúde com essas doses. Já estamos caminhando para que isso ocorra ainda essa semana”, acrescenta.

Além das pessoas em situação de rua, Roberto afirma que a vacinação das pessoas com comorbidades continuará normalmente e que, seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Governo Federal, os próximos grupos serão os trabalhadores do transporte coletivo, nas agências aduaneiras, profissionais da Indústria, agentes prisionais e pessoas encarceradas.

“A decisão de avançar com a vacina foi tomada após a realização de estudos, já que o número de pessoas com comorbidades que estavam procurando os postos de vacinação estava cada vez menor, o que mostra que estamos cada vez mais perto de vacinar todos àqueles da primeira fase, dando a possibilidade de iniciar os grupos da segunda fase”, concluiu.

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