A Câmara Municipal aprovou, em segunda votação, um projeto de lei que prevê a ampliação da licença paternidade de 20 para 40 dias corridos. O texto, que ainda aguarda a sanção do prefeito Sandro Mabel (UB), explica que a medida irá valer para servidores da administração pública que atuam de maneira direta e indireta.

O projeto é de autoria do vereador Sanches da Federal (PP) que defende a importância paterna durante os primeiros dias de vida após a chegada do bebê. Ao Jornal Opção, o político explicou que existe uma cobrança muito grande da sociedade para que os pais sejam mais presentes durante este momento.

“A ideia é muito simples, porque existe uma cobrança muito grande, principalmente das mães, para que o pai seja presente na criação dos filhos. A sociedade cobra muito também, mas existe uma discrepância gigante. E a cobrança é a mesma e eu acredito que pai não é apoio, não é acessório”, defendeu.

Ele também avalia que é necessário que os pais entendam e tenham mais senso de responsabilidade e cuidado. “O pai tem que ter responsabilidade igual a mãe, a única diferença é que a mãe amamenta e o outro não. Mas o pai tem que estar presente para criar. Além do senso de amor, que é natural, criar o senso de responsabilidade, de cuidado mesmo, de proteção”, disse.

O texto prevê ainda que a licença-paternidade seja concedida de forma automática, sem necessidade do servidor protocolar um pedido extra. Além disso, o período será contabilizado como exercício efetivo, garantindo que o servidor continue recebendo sua remuneração integral.

Sanches espera que com a aprovação do projeto, a medida também possa inspirar o setor privado. “Que a gente leve a discussão pra frente e que possa também ser debatido na esfera privada. Que o impacto é muito pequeno, mas o benefício é gigantesco”, afirmou.

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