Amma reforça alimentação de macacos-prego do Parque Areião

Com poucos frequentadores para alimentar os macacos de maneira errada, técnicos da Amma aproveitam para estimular os primatas a praticar procura de alimentos na natureza

Macacos-pregos do Parque Areião são estimulados a procurar alimentos na natureza | Foto: Divulgação

Técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) têm aproveitado o período de isolamento social para dar atenção especial aos macacos-pregos de vida livre do Parque Areião. Eles têm realizado um enriquecimento alimentar desenvolvido pela Gerência de Proteção e Manejo da Fauna e Flora (GERPMF) do órgão ambiental do município.

Os mais de 40 primatas do parque foram acostumados a receber alimentos de forma fácil por frequentadores do parque. “Isso pode causar alguns transtornos, uma vez que o péssimo hábito de dar alimentos aos macacos faz com que o comportamento natural de busca dos alimentos dentro da mata seja alterado”, afirmou Cáritha Faria Marques, responsável pela GERPMF.

Ela explica como é realizado esse enriquecimento alimentar. “Essa atividade consiste no estímulo do comportamento de procura dos alimentos e visa aplicar nesses animais algumas práticas naturais, por isso os alimentos são escondidos nas copas das árvores, entre as raízes e troncos, debaixo de pedras e na vegetação. Isso faz com que os primatas possam restabelecer novamente o instinto de caça, prevenindo ainda brigas entre os macacos, além de aguçar a prática de exercícios e comportamentos naturais”, disse.

Cáritha lembra que tudo que esses animais precisam estão na natureza. “Ovos de aves, frutas, vertebrados de pequeno porte, sementes, ramos, brotos e insetos fazem parte dos alimentos que a natureza oferece aos primatas de vida livre”. Ela ainda lembra que alimentos industrializados, dados por visitantes aos macacos podem causar doenças como diabetes, colesterol, herpes, cáries e levar eles à morte.

“Devemos ressaltar também que quando as pessoas alimentam os animais, eles deixam de exercer o seu papel ecológico na natureza que é, por exemplo, a dispersão de sementes dos frutos que comem pelo parque. A atitude faz com que não haja o controle da população de alguns animais, sobretudo dos insetos”, ressaltou. Ela alerta para que passado o período de isolamento social, os frequentadores devem deixar de alimentar os macacos-pregos. “É importante que todos reconheçam que esses animais são de vida livre e que a única interação humana seja meramente contemplativa e nada mais que isso.”

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