Deputado estadual está na base do governador Ronaldo Caiado (UB) na Assembleia Legislativa e tem conversado com lideranças do grupo do governador

O deputado estadual e ex-prefeito de Piracanjuba Amauri Ribeiro (Patriota) aguarda as definições internas do Patriota para decidir se vai continuar na sigla ou se pode seguir o governador Ronaldo Caiado (UB) rumo ao União Brasil, como o líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (MDB), e também seguindo o mesmo caminho do deputado Tião Caroço (UB), que deixou o PSDB rumo ao partido do governador. Sua intenção é apoiar o governador e, caso o destino do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), seja o Patriota, ele ficaria em uma situação difícil na sigla.  

Apesar da proximidade e de estar na Base de Caiado, o político diz que ele tem total liberdade para apoiar o governador dentro do partido, que é dirigido por Jorcelino Braga. Segundo ele, há liberdade para que apoie o governador em caso de candidatura de Gustavo Mendanha, mas ele ficaria em uma situação ruim dentro da sigla, segundo ele, por isso tem aberto o caminho junto ao União Brasil.  

Com isso, o parlamentar, que é pré-candidato à reeleição, mas não descarta uma candidatura a Câmara Federal, pode se tornara o sétimo parlamentar a se filiar ao União Brasil, uma vez que o deputado Paulo Trabalho deve deixar a sigla rumo a um partido que esteja “alinhado com Bolsonaro”. Além da saída, o Líder do Governo, Bruno Peixoto (MDB), também deve ingressar ao União Brasil. Fontes ubenistas confirmam a possibilidade. Amauri também faz questão de ressaltar que é apoiador do presidente da Jair Bolsonaro, mas não pretende escolher uma sigla que esteja alinhada com ele. “Eu, sendo base do Governo Estadual, não vejo que o meu apoio ao Bolsonaro e a Caido deve interferir na eleição para a presidência da República”, diz o deputado. 

Sem janela 

O parlamentar não precisa de uma “janela partidária” porque foi eleito pelo antigo PRP que se fundiu ao Patriota logo após as eleições, sua intenção é decidir para onde vai até o próximo dia 1º de abril, isso porque o parlamentar precisa estar devidamente filiado até o próximo dia 2, quando se encerra o prazo para a inserção de novos filiados que pretendem concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2022. Até lá, no entanto, o político afirma que estará definido.