Gestão da entidade religiosa é acusada de fazer o uso do montante para favorecimento próprio e de terceiros

Alvo da Operação Vendilhões, deflagrada nesta sexta-feira, 21, a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) teria recebido quase R$ 750 milhões em doações entre 2016 e 2018. De acordo com o que apura a investigação, parte do montante teria sido utilizado em transações para beneficio da gestão da entidade e de terceiros próximos.

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Conforme sustenta o Ministério Público (MP), Padre Robson, presidente da Afipe, usaria os valores de forma indevida, sendo apurado crimes como organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal.

O valor mensal das doações, apura o MP, giraria em torno de R$ 20 milhões, dinheiro adquirido de diversas regiões do país. Na descrição do processo é apontada a relação de Padre Robson com empresas privadas como uma rede de posto de combustível e empresa de administração.

Entre as práticas mais comuns apresentadas nos autos está a compra e venda de imóveis em condições atípicas, como a venda de imóvel avaliado em R$ 2 milhões por R$ 1,3 milhão. Além disso, transações milionárias entre empresas citadas nos altos são apontadas como provas de irregularidades.