Alvo de contestação na Câmara, demolição da Casa de Vidro deve ser investigada pelo MPF

Prefeitura realizou mudanças no projeto e aumentou investimentos municipais para mais de R$ 1 milhão 

A Prefeitura de Goiânia decidiu mudar o projeto da Casa de Vidro no Jardim Goiás e a obra, que se arrasta há mais de 10 anos e já contou com R$ 500 mil reais de investimento, acabou sendo demolida. A situação causou revolta entre vereadores que retornaram, nesta quarta-feira (1º/8), do recesso legislativo.

Durante a sessão, o vereador Delegado Eduardo Prado (PV) apresentou um requerimento solicitando informações da prefeitura acerca da mudança no projeto e quanto ao aumento da contrapartida do Paço para R$ 1 milhão.

“O Tribunal de Contas da União não liberou recurso federal porque há irregularidades na obra, inclusive com sobrepreço na tabela de custos. Não há justificativa para aumentar a contrapartida, enquanto a prefeitura tem 13 obras de CMEIs paralisadas.”

Eduardo Prado disse ainda que enviou denúncia sobre o caso ao Ministério Público de Goiás (MPGO), Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que sejam investigadas as irregularidades.

O vereador Lucas Kitão (PSL) também apresentou requerimento solicitando justificativas por parte da prefeitura. “É preciso que se apure primeiramente o prejuízo para saber se a demolição terá compensação financeira. Do contrário, será mais prejuízos para os cofres públicos. Portanto, o que nós queremos impedir é a perda de mais recursos, já que a avaliação inicial é que na obra foram investidos cerca de R$ 500 mil. Uma quantia nada desprezível”, alegou.

Ainda durante a sessão desta quarta-feira (1º), o presidente da CEI das Obras Paradas, vereador Alysson Lima (PRB). anunciou que o secretário Infraestrutura, Dolzanan Mattos, prestará esclarecimentos sobre o caso na próxima segunda-feira (6/8), durante reunião da comissão especial.

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