Alunos aprovam ensino remoto oferecido pela rede Itego

Pesquisa mostra que, mesmo durante a pandemia, aprovação das aulas virtuais é de 90%

Entre as tantas preocupações causadas pela crise sanitária gerada pela pandemia do coronavírus, também está a qualidade do ensino que foi forçado a migrar para o mundo virtual. Em alguns casos a educação remota conseguiu atrair os alunos e mantê-los “conectados”. É o que acontece na rede Itego, que conseguiu alcançar aprovação de mais de 90% dos estudantes que assistem às aulas a distância.

De acordo com pesquisa interna de satisfação dos alunos do Itego, gerida pela Organização Social Cegecon, 90% dos entrevistados consideram a atuação dos professores positiva, sendo 57% com avaliação ótima e 33% boa.

As unidades são referência em Goiás na educação profissional e tecnológica e das artes, como a Escola do Futuro em Artes Basileu França, no ensino de cursos que atendem arranjos produtivos locais (APLs), como por exemplo o de confecção no Colégio Técnico (Cotec) de Pontalina, além dos cursos para o setor sucroalcooleiro no Colégio Tecnológico Jerônimo Carlos do Prado, em Goiatuba.

Na pesquisa, os alunos avaliaram a qualidade dos professores dos cursos presenciais: 57% de avaliação ótima e 33% boa, ou seja, 90% do público alvo das unidades aprovam o corpo docente das unidades. Nos cursos à distância, os tutores também obtiveram resultados excelentes, com 84% de avaliação “ótima” e 14% “boa”. 

Já em relação às aulas presenciais, que migraram para o formato remoto em função da pandemia, a avaliação também foi positiva, mesmo com a adaptação forçada de professores e alunos. A aceitação do modelo de aulas no regime não presencial teve 79% de aceitação dos alunos e 21% de reprovação. Nos cursos à distância, a qualidade do curso recebeu 74 % de avaliação ótima e 24% boa.

Carolyne Galvão, de 19 anos, é exemplo de que a formação nas unidades é eficiente além do ponto de visto técnico, mas também integral. Ela foi aluna de balé clássico no Basileu por 9 anos e hoje é bailarina profissional no English National Ballet, em Londres. Na escola, ela cresceu individual e coletivamente. “Minhas melhores memórias de quando eu estudava no Basileu são as oportunidades de apresentar vários balés diferentes. As dificuldades que eu tive eram mais por condições financeiras, pagar viagens e figurinos. Porém, a escola sempre fazia o possível para que eu pudesse seguir em frente com o meu sonho. Posso dizer que o Basileu transformou minha vida, sempre fui apoiada, incentivada e a escola sempre me proporcionou enormes oportunidades, sem essas graciosas coisas que a escola fez por mim, e por mais alunos, não estaríamos onde estamos agora. Sou eternamente grata pelo apoio. Basileu é a minha segunda e amada família”, agradece. 

 Carolyne Galvão, ex-aluna de balé do Escola do Futuro em Artes Basileu França | Foto: Divulgação

Armando de Sousa Barros Júnior, assim como Carolyne, trilhou caminhos internacionais depois de passar pela formação em balé na Escola do Futuro em Artes Basileu França por 4 anos. Hoje, com 23 anos, é bailarino da Companhia de Ballet de Joanesburgo, na África do Sul. Armando relata que a formação fez diferença na construção de sua carreira como profissional e pessoa. “Tive momentos únicos com o grupo, de muita diversão, mas também carregados de experiências profissionais. E dentre esses momentos eu jamais poderia deixar de mencionar nossas orações nas coxias antes de entrar em cena, onde o grupo se transformava em um só corpo, com diversas vibrações positivas, sempre desejando entregar a melhor apresentação possível para o público”.

Para Armando, a Escola do Futuro reúne todas as condições para a formação completa dos alunos, como profissionais qualificados e apaixonados, apresentações, trabalho em equipe e participação em eventos dentro e fora do país “Tudo depende da escola certa, do lugar certo. O Basileu foi onde eu encontrei tudo que o balé e a dança tinham pra me passar. A minha trajetória lá foi maravilhosa, com profissionais ricos em sabedoria e brilho nos olhos ao ver os alunos crescerem. Eu tive sorte pelo governo e pelos profissionais que me ajudaram a construir quem eu sou hoje como ser humano e como profissional da dança”, finaliza o bailarino. 

A pesquisa interna de satisfação realizada com os alunos das Escolas do Futuro e Colégios Tecnológicos geridos pelo Cegecon foi realizada no mês de julho e obteve um índice de participação de 15%. Nos cursos presenciais, que durante a pandemia estão sob o regime REANP (Regime Especial de Aulas Não Presenciais), foram aplicados questionários a 4.444 alunos matriculados nos cursos das categorias superior de tecnologia, técnico de nível médio, qualificação e capacitação, dos quais 658 foram respondidos. Destes, 378 avaliaram como ótimo (57%), 214 como bom (33%), 57 como regular (9%) e 9 como ruim (1%).  Em relação a aceitação do modelo de aulas remotas, os números mostram 79% de aceitação e 21% de reprovação.

Já nos cursos da modalidade a distância, o índice de participação na pesquisa foi de 8,4%. No quesito “qualidade do ambiente virtual”, 66% avaliaram como ótimo a qualidade do ambiente virtual; 32% como bom e 2% com regular. Já no item “qualidade do curso” a avaliação ótima chegou a 74%, bom 24% e regular 2%. Quando avaliaram a atuação do tutor, 84% dos participantes consideraram ótima; 14% boa e 2% regular.

A avaliação positiva dos alunos também passa pela gestão das unidades. O Cegecon fez diagnósticos das necessidades das unidades e implantou mudanças, como por exemplo a agilidade nos processos de compras, reformas e adequações, apoio aos eventos pedagógicos e a contratação dos profissionais administrativos e docentes, que antes possuíam vínculo por contrato temporário. Eziel Rosa, que é professor da Orquestra de Violões da Escola do Futuro em Artes Basileu França há 25 anos, viveu várias fases da instituição. Ele trabalhou com contrato temporário e também como comissionado. “Os consertos e as compras são muito mais rápidos porque é o próprio Cegecon que faz, antes demorava muito por conta da burocracia. A nossa comunicação com a organização social é ótima, eles estão sempre de portas abertas pra gente”, destaca.

A percepção de melhoria na gestão também é compartilhada pela professora Simone Malta, que é Coordenadora de Dança do Basileu França há 15 anos. Segundo ela, desenvolver o planejamento pedagógico com suporte da equipe de gestão facilita o trabalho de quem está na ponta, lidando com o aluno todos os dias. “Hoje o clima está estável, um ambiente mais saudável, as pessoas parecem confiar mais na gestão tanto do governo quanto do Cegecon. Está mais transparente, o salário melhorou, tivemos mais direitos e benefícios. Ficou mais prático o acesso a materiais didáticos, facilitando a realização das atividades pedagógicas”. Assim como os educadores Eziel e Simone, 155 docentes em 204 cursos nas mais diversas áreas, atendem atualmente 6.525 alunos de 46 municípios goianos. 

Escola do Futuro em Artes Basileu França (Goiânia) | Foto: Divulgação

Formação 

A Regional 4 da Rede Itego oferece uma grade de cursos diversificada e focada na vocação econômica das regiões que atende. Em Goiânia e Bela Vista de Goiás, a Escola do Futuro em Artes Basileu França e o Cotec de Bela Vista focam nas artes, com ênfase na música, dança, desenho e circo. Referência na área cultural, Goiânia é conhecida internacionalmente pela qualidade dos artistas formados em suas instituições. São oferecidos cursos como Violino, Bateria, Formação Inicial e Continuada em Interpretação Teatral, Qualificação Técnica em Prática de Conjunto de Corpo Circense, Ballet Preparatório, Pinturas Especiais em Objetos Decorativos, Superior de Tecnologia e Produção Cênica, entre outros. 

Já na região de Pontalina, que se destaca como polo de confecção da moda íntima, o Colégio Tecnológico oferece cursos como Cortador de Confecção Industrial, Costureiro Industrial do Vestuário, Costureiro de Máquina Reta e Overloque e Ateliê de Desenho. No município de Goiatuba, o setor sucroalcooleiro e suas usinas são atendidos pelo Colégio Tecnológico Jerônimo Carlos do Prado, com cursos como Comunicação Empresarial, Técnico de Nível Médio e Açúcar e Álcool e Técnico de Nível Médio em Análises Clínicas. Na Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco, e de vocação turística com seus hotéis, pousadas e restaurantes, o Colégio Tecnológico Goiandira Ayres do Couto traz cursos como Técnico em Alimentos, Técnica em Vendas e Orientação para o Trabalho. Em todas as unidades existem também as formações gerais como Informática, Técnico em Comércio, Assistente de Contabilidade, Maquiagem, Técnico em Enfermagem, Auxiliar Administrativo, Libras e Segurança do Trabalho. 

Cotec de Goiatuba | Foto: Divulgação

A coordenadora de dança do Basileu França, Simone Malta, reforça que a formação para o mercado de trabalho é o foco das instituições, assim como a formação humanística. A oportunidade de ver o jovem crescer em caráter e profissão é, segundo ela, a materialização da missão do professor. “Ver um aluno realizar o sonho de poder viver do que gosta. Poder se profissionalizar e ter iguais chances no mercado de trabalho como qualquer outro aluno do exterior, é ter certeza de trabalho realizado, de uma equipe engajada, especializada e decidida a ser a melhor formadora de bailarinos do Brasil, e não é à toa que somos hoje muito procurados por bailarinos do país todo para terem a chance de estudar aqui. Preparamos o bailarino para este mercado tão competitivo”.

Uma resposta para “Alunos aprovam ensino remoto oferecido pela rede Itego”

  1. Avatar Eliane Santos disse:

    Passando para fazer uma visita no blog.
    O artigo ficou muito bom!

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