Aliado do Planalto, Daniel Vilela repudia ataque do MST à sede do GJC

Deputado criticou ação de manifestantes, que obstruíram entrada da empresa e picharam paredes. Para ele, protesto é sinal de enfraquecimento do debate político

Para Daniel, ação violenta é sinal do acirramento do debate no Brasil | Foto: André Costa

Para Daniel, ação violenta é sinal do acirramento do debate no Brasil | Foto: André Costa

O deputado federal Daniel Vilela (PMDB) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9/3) para repudiar publicamente a invasão da sede das Organizações Jaime Câmara em Goiânia, no início da noite desta terça-feira (8). Classificando a ação como “agressão” e “perigosa”, Daniel defendeu a empresa e se disse preocupado com os rumos que o debate no Brasil vem tomando.

Na ocasião, manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento Sem Terra (MST) obstruíram a entrada e saída dos funcionários da empresa enquanto gritavam palavras de ordem. Eles também picharam vidros e paredes do prédio.

Para Daniel, a manifestação foi uma demonstração do empobrecimento do debate no Brasil. “Acho que esse acirramento político pode trazer uma regressão muito séria para nossa sociedade. É um momento aonde os líderes do nosso país precisam chamar atenção para que não tenhamos essa regressão, para que possamos fazer um bom debate político e não promover atos como este contra a imprensa”, disparou.

“Estamos seguindo por um caminho político irracional, perigoso. O debate político precisa ser feito com bom senso. Não podemos promover esse tipo de ato”, falou Daniel. Para o deputado, a manifestação foi um ato de violência: “Agressão não é uma forma legítima de protestar. E o que ocorreu no GJC foi uma agressão à imprensa”.

Ressaltando a importância do jornalismo dos veículos da Jaime Câmara para a história goiana, o deputado criticou que ataques sejam feitos justamente nos espaços em que, segundo ele, as pessoas podem encontrar espaço para falar. “A imprensa é também a oportunidade para as pessoas se manifestarem”, defendeu. “As pessoas que foram ontem à Organização Jaime Câmara acabam se tornando algozes daqueles que lhes são a voz.”

 

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