Aliado de Iris propõe “barganha” a servidores: aprovação da reforma do IPSM pela data base

Vereador Kleybe Morais chegou a ser vaiado após oferecer à categoria recuo em troca de concessão do direito trabalhista

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Audiência pública marcada para discutir o novo texto da reforma da Previdência municipal enviado pela gestão do prefeito Iris Rezende (MDB) acabou terminando em bate-boca entre servidores municipais e vereadores da base aliada.

Primeiro a falar, o vereador Kleybe Morais chegou a ser vaiado após oferecer à categoria uma possibilidade de “barganha”. Sem meias palavras, ele propôs que os servidores aceitassem a proposta de reforma do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM) e, em troca, poderiam pedir o pagamento da data base.

A gestão do prefeito Iris Rezende deixou de apresentar por dois anos consecutivos projeto com o reajuste salarial, feito com base na inflação, e exigido por lei. Segundo indicou Kleybe, entretanto, a situação poderia ser revertida caso a categoria aceite a proposta de reforma.

“É hora negociar”, defendeu o vereador, que garantiu não falar em nome do prefeito e da gestão do município. “Prefeito nem sabe isso que estou falando”, afirmou, seguido por vaias dos servidores.

Em resposta ao vereador, líderes dos sindicatos que representam a categoria criticaram a proposta de barganha e voltaram a defender o arquivamento da nova reforma da Previdência.

Projeto de lei

O projeto de número 17/2018, que chegou à Câmara Municipal de Goiânia na semana passada, manteve pontos polêmicos do último texto apresentado pelo Paço, como o aumento da alíquota de contribuição de 11% para 14% e uso de recursos da dívida ativa do município e de venda de áreas municipais para equilibrar as contas do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM).

Segundo o vereador Wellington Peixoto, presidente em exercício da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a audiência pública desta segunda (9) teria como intuito ouvir o sindicato dos servidores do Município, discutir e esclarecer alguns pontos do projeto de lei.

Durante audiência, entretanto, servidores criticaram Peixoto e levantaram suspeitas quanto ao encontro, já que não estiveram presentes todos os vereadores que integram a CCJ da Casa de leis, onde a proposta deve ser apreciada ainda nesta semana. Enquanto isso, a categoria não aceita outro cenário, senão o arquivamento da reforma.

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