Alerta para o prefeito Rogério Cruz a respeito de um viaduto da Marginal Botafogo

Um grupo de pessoas “cortou” um pedaço grande do viaduto e está morando no local. A estrutura da obra foi abalada?

Um grupo de pessoas “cortou” a parede do viaduto e está morando no local | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção

Faltam casas para os pobres em Goiânia. Sobretudo, faltam residências para os pobres que não sejam muito distantes das regiões centrais. A prefeitura cuidou da infraestrutura da cidade, nos últimos anos, mas descuidou daqueles que não têm nada ou têm muito pouco. Por isso, os carentes buscam alternativas. Um grupo, não se sabe o número exato de indivíduos que o compõem, decidiu morar debaixo de um viaduto da Marginal Botafogo, nas proximidades da Rua 115 e da Feira do Cepal.

Viaduto fica entre o Setor Sul e o Setor Universitário, nas proximidades das ruas 115 e 83 | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção

Inicialmente, os habitantes do local “cortaram” um pedaço pequeno da parede do viaduto e “surgiu” uma porta para a “casa”. Em seguida, abriram um espaço maior, possivelmente para a colocação de camas e móveis. Há risco para as pessoas que moram no local e o viaduto pode sofrer avarias graves? Uma vistoria da equipe do prefeito Rogério Cruz, do partido Republicanos, deveria verificar o que está acontecendo, tecnicamente, no local. Antes que, infelizmente, ocorra algum acidente.

Não se trata de retirar as pessoas à força, mas de convencê-las a sair de lá. Talvez seja o caso de dar garantias de que terão, no futuro, casas para morar.

Comenta-se que há tráfico e uso de drogas (maconha e crack) na área, mas também há trabalhadores informais | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção

Vizinhos da casa-viaduto sugerem que há usuários e traficantes de drogas na região, notadamente de maconha e, principalmente, crack. Do lado de fora, é possível verificar que há um “carrinho” de um trabalhador que recolhe papelão nas ruas para, em seguida, vendê-los.

Não se trata, a rigor, de um caso de polícia. Por isso a prefeitura deve tratá-lo de duas maneiras. Primeiro, como uma questão social. Os pobres que residem no local precisam de amparo, de acolhimento. Segundo, como uma questão de segurança para os que moram no local e para os motoristas que usam o viaduto e os que passam debaixo dele.

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