“Além de fiscalizador e arrecadador, Crea deve valorizar o profissional”, diz Francisco Almeida

Para o engenheiro, que neste ano disputa as eleições para a presidência da autarquia federal, o conselho necessita de “upgrade” e deve ser mais atuante socialmente

Franscisco-Almeida

Engenheiro agrônomo Francisco Almeida concorre nas eleições do Crea-GO | Foto: Walacy Neto/Jornal Opção Online

Engenheiro Agrônomo formado há 35 anos e ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Francisco Almeida, acredita que, atualmente, a autarquia federal no Estado não valoriza o profissional das engenharias e é apenas um “órgão fiscalizador e arrecadador”.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o candidato à presidência da instituição em Goiás afirmou que, além de fiscalizar, o Crea deve prezar, sobretudo, pela valorização do profissional diante à sociedade. “Os cidadãos e o poder público, às vezes, não reconhecem o papel dos engenheiros. Os prefeitos, por exemplo, não contratam especialistas em construção civil e os produtores rurais não contratam agrônomos. O Crea deve mostrar, indiscutivelmente, a importância do profissional para a sociedade”, disse.

Hoje, mais de 30 mil profissionais são filiados ao Crea em Goiás e participam direta ou indiretamente em 70% do Produto Interno Bruto (PIB) goiano. No próximo dia 19, a autarquia vai realizar, simultaneamente em todo o Brasil, eleições gerais para os cargos de presidentes dos conselhos.

“Em Goiás, 23 mil profissionais deverão votar, mas as abstenções deveram chegar a 80%, como ocorreu nas últimas eleições. Esse número comprova que algo está errado, falta participação e interação do conselho com os profissionais. Antes, o Crea ouvia a demanda dos filiados, hoje isso não acontece”, lamentou Francisco Almeida.

Ainda de acordo com o agrônomo, a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) discute com a sociedade e com a prefeitura a alteração das alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto Territorial Urbano (ITU) de Goiânia, diferentemente do Crea. “Os engenheiros têm interesse técnico nessas questões e a entidade que os representa está ausente e não participa das soluções dos problemas sociais”, alertou.

Próxima gestão

O engenheiro agrônomo Francisco Almeida, que foi escolhido presidente do Crea-GO por dois mandatos consecutivos, entre 2006 e 2008, voltou ao cenário, segundo ele, a pedido de outros profissionais.

Para a próxima gestão, o candidato pretende desenvolver aplicativos para smartphones direcionados aos engenheiros, para que o andamento de processos referentes ao órgão sejam agilizados. Além disso, planeja estabelecer parcerias com outras entidades de classe, patrocinando ações que visem maior capacitação técnica de seus associados, além de construir e adaptar as inspetorias.

“Temos condições suficientes para realizarmos todas essas modificações, afinal, temos mais de R$ 34 milhões de orçamento e somos uma entidade independente. Comandar o conselho novamente será um grande desafio, mas precisamos mostrar à sociedade que a contratação de um profissional, antes de se constituir um custo a mais, é uma iniciativa inteligente que sera segurança e qualidade”, finalizou.

 

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