Nas últimas três eleições para o Governo de Goiás, Antônio Gomide, em 2014; Iris Rezende e Vanderlan Cardoso, ambos em 2010, deixaram os respectivos cargos no Executivo Municipal. Nenhum deles foi eleito

Os políticos deixaram o posto após serem reeleitos com mais de 2/3 dos votos | Foto: Reprodução

Além de Gustavo Mendanha (Patriota), que deixou a Prefeitura de Aparecida de Goiânia para tentar chegar ao Palácio das Esmeraldas, desde 2010 outros três prefeitos se desincompatibilizaram das funções no executivo municipal para concorrer ao Governo de Goiás. Não houve sucesso em nenhuma das tentativas. O então prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), eleito em 2008, e o então prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso (PSD), deixaram os postos a dois anos do fim do mandato para concorrer ao executivo estadual. Na eleição seguinte, em 2014, foi a vez do então prefeito de Anápolis Antônio Gomide (PT) deixar o posto após ser reeleito prefeito da cidade.  

Todos os políticos que desincompatibilizaram foram reeleitos prefeitos no primeiro turno por mais de ¾ do eleitorado. Apesar da alta aprovação, eles não obtiveram êxito nas eleições para o executivo estadual. Iris Rezende e Vanderlan Cardoso ficaram, respectivamente, em segundo (36,38%) e terceiro (16,62%) lugares. O emedebista chegou ao segundo turno, no entanto, perdeu as eleições de 2010 para o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que foi eleito governador com 52,99% dos votos frente a 47,01% para o emedebista.  

Em 2014 quem tentou concorrer ao governo estadual foi Antônio Gomide, que obteve em 4º naquela ocasião. Ele ficou atrás de Vanderlan (14,98%), que estava no PSB e à época sem mandato; de Iris Rezende (28,40%), que também já estava sem mandato; e de Marconi Perillo (45,86%). Os dois últimos protagonizaram o segundo turno novamente, sendo que Marconi foi reeleito com 57,44% frente a 42,56% para Iris.  

Houve um hiato apenas nas eleições de 2018, quando nenhum prefeito deixou o cargo em busca de ser governador. Naquela eleição, o Palácio das Esmeraldas foi disputado pelo então senador Ronaldo Caiado (União); pelo à época deputado federal Daniel Vilela (MDB); o então governador Zé Eliton (PSDB); a presidente do PT, Kátia Mária,;o psolista Wesley Garcia, e os comunistas Marcelo Lira (PCB) e Alda Lúcia (PCO).

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Motivos

Apesar de ter perdido o pleito estadual e de ter tentado concorrer novamente ao Paço Municipal anapolino em 2020, ano em que foi eleito Roberto Naves (PP) no segundo turno; Antônio Gomide avalia que colocou o nome à disposição do partido porque era o momento. Independentemente de ter saído vitorioso ou derrotado do pleito, ele diz que, naquela ocasião, o partido fez quatro deputados estaduais, Adriana Accorsi, Humberto Aidar, Renato de Castro e Luís César Bueno.  

“Naquela oportunidade era importante a gente trazer um novo [candidato]. Colocamos o nosso nome à disposição porque estávamos bem avaliados e tínhamos sucesso nas eleições passadas em Anápolis. Tivemos a coragem de concorrer ao pleito em um momento importante e conseguimos eleger mais deputados estaduais do que temos agora, apesar de não termos vencido”, explica o petista. O caminho que deve ser seguido por Mendanha, segundo Gomide, tende a se repetir nos próximos pleitos, envolvendo prefeitos de municípios como Rio Verde, Anápolis e Aparecida de Goiânia, que têm muitos eleitores.

Mesmo com a derrota em 2014 e após também perder a Prefeitura de Anápolis em 2020, o político diz que enfrentou “momentos e situações diferentes”. “Fui eleito o prefeito com a maior quantidade de votos proporcionalmente, em 2016, sem poder concorrer à reeleição, fui eleito o vereador mais votado das eleições, e em 2018, como deputado estadual, fui eleito como o deputado estadual mais votado de Anápolis, com 27 mil votos”, avalia Gomide.  

Gustavo Mendanha e Vanderlan Cardoso foram procurados pela Redação, mas não responderam até o fechamento desta reportagem.