Aldo Rebelo propõe 2% do orçamento da União para o Ministério da Defesa

Ministro argumenta que outras economias emergentes destinam dois dígitos de seus orçamentos para área. Projetos estratégicos estão atrasados por falta de recurso

Foto: Agência Brasil

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O ministro da Defesa, Aldo Rebelo (PCdoB), propôs, em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a vinculação de 2% do Orçamento Geral da União para as Forças Armadas como maneira de garantir a continuidade de projetos estratégicos.

De acordo com o ministro, a média de investimentos de outros países que integram os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) para a área de defesa é de 2%. Ele justifica que o Brasil precisa seguir a tendência de outras economias emergentes para não haver descontinuidade dos projetos.

Ele deu como exemplo a construção de um submarino com propulsão nuclear brasileiro, projeto que começou na década de 70. “Nós já deveríamos ter nosso submergível com propulsão nuclear em atividade”, disse o ministro.

Aldo Rebelo também criticou empecilhos ambientais para a atuação das Forças Armadas na Amazônia, a atuação sem fiscalização de Organizações Não Governamentais (ONGs) na região e a proposta do governo da Colômbia de criação de um corredor ecológico na fronteira Norte do País.

Cortes

O governo anunciou cortes de gastos duas vezes este ano. Em maio, para o Ministério da Defesa, o contingenciamento foi de R$ 5,6 bilhões de reais – de um total de R$ 69,9 bilhões. Em setembro, o governo federal anunciou um bloqueio adicional de gastos no orçamento de R$ 26 bilhões para todas as áreas. Para 2016, a perspectiva também é de cortes.

Amazônia

Aldo Rebelo disse que os investimentos são essenciais à atuação das Forças Armadas na região amazônica, fundamental para a defesa nacional. O ministro reclamou da atuação de ONGs estrangeiras na região e propôs um maior controle das atividades.

“O Estado tem que acompanhar as atividades, saber quem financia essas ONGs. Para que tanto interesse? Acho que nós precisamos acompanhar, sem nenhum tipo de xenofobia nem intolerância”, alertou o ministro.

Aldo Rebelo considera a fronteira amazônica área fundamental para a defesa nacional e criticou a proposta, batizada de Triplo A (porque abrangeria a Amazônia, o Atlântico, e os Andes). “Este corredor ecológico, de ecológico, não tem nada”, afirmou.

O ministro também criticou a demarcação de áreas indígenas na região de fronteiras e empecilhos do Ibama a projetos do Exército.

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